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out 3 Suicídios de meninas de 17 e 13 anos reacendem debate sobre bullying em escolas na França

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Émilie, de 17 anos, se matou em janeiro. Marion tinha 13 anos quando tirou a própria vida em 2013. Ambas cometeram suicídio depois de terem sido vítimas de bullying na escola.

A morte prematura e trágica das duas adolescentes desencadeou um debate sobre a melhor forma de proteger jovens e, ao mesmo tempo, ensiná-los a respeitar uns aos outros. O drama de ambas também foi exposto pela imprensa francesa.

O sofrimento de Émilie tornou-se público quando um jornal francês reproduziu trechos do diário da adolescente divulgados pelos pais dela.

Em seguida, uma rede de televisão exibiu o filme Marion, para sempre 13 – uma dramatização da vida de Marion Fraisse, que morreu há três anos.

Morte de Marion Fraisse inspirou filme e campanha contra assédio em escolas na França

O filme de 90 minutos mostra como seu sofrimento foi crescendo gradualmente, de forma imperceptível para quase todos ao seu redor. Numa sala cheia de alunos, Marion fica marcada como uma das garotas boazinhas. Aos poucos, vai perdendo amigas, e passa a ser vítima de rumores, insultos e isolamento.

Um certa ocasião, Marion é abordada no corredor da escola por um grupo de garotos, que a agarram, reviram e jogam longe seus sapatos. “Ela estava pedindo para isso acontecer”, diz uma garota que testemunhou tal cena.

Após esse episódio, Marion fica abalada e chora. A partir desse momento, o filme mostra como ela entra em desespero, se rende à depressão e, finalmente, toma a decisão radical de acabar com a própria vida.

Filhos, esses desconhecidos
O filme exibido na televisão francesa foi adaptado do livro escrito pela mãe de Marion, Nora Fraisse. Depois de encontrar uma carta da filha, Nora decidiu publicar a história da adolescente.

O ato pode ser considerado comovente, porque um dos elementos mais marcantes dessa história é a forma como os pais de Marion narram saber o que estava acontecendo com sua filha.

Entrevistada por um jornal francês para divulgar o lançamento da dramatização, a atriz Julie Gayet, que interpreta Nora, disse que o filme traz dois pontos de vista: Marion e sua mãe.

Segundo a atriz, o roteiro “mostra que os pais nunca conhecem realmente os filhos”. “Metade da vida de uma criança lhes escapa”, observou Gayet.

Mais de quatro milhões de pessoas sintonizaram no canal de televisão para assistir ao drama, cuja exibição que foi sucedida por um debate de uma hora. Muitos levaram a discussão para as redes sociais, onde compartilharam suas histórias e expressaram suas opiniões.

“Não é suicídio, é assassinato”, escreveu uma usuária do Twitter que se identificou como Sara. Outro sugeriu que o filme fosse exibido em escolas. Muita gente descreveu suas próprias experiências com bullying, narrando que o trauma os perseguiu por anos mesmo já tendo saído da escola.

Filme sobre Marion fez com que muita gente comentasse suas próprias experências em redes sociais; Alexandra Pain escreveu dizendo que todo mundo sabe como é o bullying em escolas

“Querido diário”
Quando Émilie morreu, ela era quatro anos mais velha que Marion.

Considerada uma aluna brilhante, estudava em uma escola particular na cidade francesa de Lille quando começou o assédio.

Os pais dela narram que desde os 13 anos Émilie era discriminada pelos colegas: não era considerada descolada o suficiente, não acompanhava o que estava na moda e era uma leitora voraz. Um dia, atingiu seu limite e abandonou a escola.

Durante três anos, em que tentou outros colégios e até ensino à distância, Émilie desenvolveu uma fobia de escolas.

Os pais acreditam que sua morte esteja ligada à depressão como resultado de anos de bullying. Parte de seu calvário foi registrado num diário, no qual ela relata algumas das dificuldades de seu dia-a-dia:

Émilie se matou aos 17 e trechos de seu drama pessoal, registrados num diário, foram divulgados na semana passada

Esquivando-me de golpes, rasteiras e cuspes. Fechando os ouvidos para insultos e zombaria. Mantendo um olho na bolsa e no cabelo. Segurando as lágrimas. De novo e de novo.

– Ei, sabe o quê?, um menino exclamou alto o suficiente para todos ouvirem na classe menos o professor. Aparentemente, eles vão premiar os CDFs mais feios de todos os países. – Ah é?, reagem os colegas dando risadinhas. Aposto que temos o vencedor na classe.

Eu não quero que os meus pais saibam o quão patética eu sou; e acho que eles deram à luz a um pedaço de lixo.

Combatendo o bullying
Estatísticas oficiais indicam que cerca de 700 estudantes sofrem com bullying todo ano na França, país que tenta conscientizar os alunos sobre as consequências do bullying e, ao mesmo tempo, oferecer apoio para as vítimas.

Em 2014, uma nova lei antibullying foi aprovada. Também foi criada uma linha telefônica para receber informações sobre incidentes envolvendo alunos. Mesmo assim, ativistas que lutam contra o assédio nas escolas afirmam que a França não enfrenta o problema de forma adequada.

“A resposta das autoridades está melhorando muito lentamente”, diz a psicóloga e ativista Catherine Verdier. “Mas comparada a outros países, a França está se arrastando. Se você olhar para a Finlândia, a Suécia, onde o bullying é uma causa nacional, nesses países houve um verdadeiro esforço vindo de cima para mudar as coisas.”

Willy Pierre, que dirige uma entidade chamada “Vocês São Heróis”, criada após a morte de Marion para quebrar o tabu em torno bullying diz que “algumas escolas melhoraram” na França, “mas não o suficiente”.

“A linha direta funciona apenas em horário escolar e agendar uma conversa entre a criança e um adulto pode levar semanas ou meses”, afirma Pierre.

Ativistas pressionam para que as autoridades combatam também o cyberbullying – o assédio pela internet – que ocorre do lado de fora dos portões da escola. Pierre diz que a solução só virá quando pais, professores e alunos discutirem o problema abertamente.

Um relatório da Unicef publicado há dois anos idetifica o bullying como um problema mundial que “existe em algum nível e de alguma forma em todos os países”.

As crianças que são maltratadas, diz a Unicef, são propensas a uma vasta gama de efeitos negativos, incluindo “depressão, ansiedade, pensamentos suicidas”.

Fonte: G1 – Globo
Foto: La Voix du Nord

set 21 Provocação tem limite

Com a entrada em vigor da Lei nº 13.185, que instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, as escolas passaram a ser responsáveis pela prevenção ao bullying. Saiba o que muda na prática e conheça alguns programas que deram certo

Crianças caçoam de crianças, seja no ambiente familiar, social ou escolar. É assim desde sempre. Mas quando a provocação deixa de ser uma brincadeira e torna-se bullying, ou seja, uma prática sistemática de agressões físicas ou verbais? O limite entre essas práticas é tênue, e os estragos podem ser irreparáveis. Para se ter uma ideia da gravidade da questão, um em cada cinco adolescentes brasileiros pratica bullying, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) 2012, realizada pelo IBGE com 109.104 alunos do 9º ano do ensino fundamental em um universo de 3.153.314 sujeitos. De acordo com a pesquisa, a prática é mais comum em grupo e entre meninos, tendo como vítima 7,2% dos estudantes.

Outra pesquisa, realizada em 2010 pela ONG Plan Brasil, mostrou que 28% dos alunos de escolas públicas e particulares brasileiras disseram já ter sido vítimas de maus-tratos; destes, 10% sofreram bullying, 13,1% admitiram brigar, amedrontar ou intimidar outras crianças com frequência, enquanto 23,5% afirmaram já ter sido perseguidos ou atormentados por outras crianças. Cerca de 5% dos alunos que já foram vítimas de bullying apresentam problemas como transtorno de ansiedade, transtorno depressivo, déficit de atenção e hiperatividade, entre outros.

O Brasil, infelizmente, não está sozinho nas estatísticas. O bullying é um problema global, segundo relatório divulgado em 2006 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef): cerca de um terço dos estudantes entrevistados no mundo todo pela entidade disse ter sofrido bullying recentemente. Nos Estados Unidos, 19,9% dos estudantes do 9º ao 12º ano disseram ser vítimas de bullying na escola por mais de um ano letivo, conforme pesquisa realizada em 2009 pelo Centers for Disease Control and Prevention. A diferença é como se lida com o problema. “Em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Reino Unido, o tema bullying é parte do projeto político-pedagógico das escolas, o que faz dessa temática um assunto constantemente presente nas instituições de ensino”, afirma Benjamim Horta, fundador da ABRACE — Programas Preventivos.

Responsabilidade na lei
Para que as escolas brasileiras assumam sua parcela de responsabilidade pela integridade emocional e física dos alunos, entrou em vigor em fevereiro a Lei nº 13.185, que instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática em território nacional. O documento estabelece que as instituições de ensino promovam medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, com ênfase nas práticas recorrentes de intimidação sistemática (bullying), ou constrangimento físico e psicológico, cometidas por alunos, professores e outros profissionais da comunidade escolar.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (SIEEESP), José Augusto de Mattos Lourenço, nada muda com a nova legislação. “Na realidade, não precisaria de lei. As escolas já vêm trabalhando sobre isso, temos material, cursos com palestrantes que orientam as escolas, parceria com o Ministério Público”, afirma. De fato, de acordo com a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), é dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça, crueldade e toda forma de opressão e violação dos direitos da criança e do adolescente. Na prática, contudo, não funciona bem assim. O que acontece, muitas vezes, é um “jogo de empurra” entre escola e família, e a legislação chega para colocar os pingos nos “is”.

Para a advogada Alessandra Borelli Vieira, diretora-executiva da Nethics — Educação Digital, a nova legislação é a peça que faltava para o quebra-cabeça, já que em seu texto encontram-se claramente contempladas todas as providências que deverão ser adotadas para que se alcance o objetivo proposto pelo Programa de Prevenção ao Bullying. “Se, na hipótese de um incidente do gênero, chegar-se à conclusão de que a escola não implementou tais providências, poderá estar caracterizada sua omissão ou negligência, argumentos suficientes para a sua responsabilização civil”, explica Alessandra.

A advogada Patricia Peck Pinheiro, especialista em direito digital, considera fundamental a lei ter deixado clara a diferença entre o que é bullying e o que não é, pois exigiu como requisitos a intenção e a repetição. Logo, se não há intenção e o fato ocorreu uma única vez, pode ser caracterizado como uma brincadeira, desde que o envolvido também se arrependa, peça desculpas e não faça de novo. “Isso foi um avanço para evitar que tudo se torne bullying e os jovens passem a ter medo de desenvolver relações sociais ou manifestar suas opiniões”, alerta a especialista. “Afinal, eles estão na idade de aprender a exercer a liberdade dentro da ética, da lei, com limites. Por isso, podem errar e corrigir o erro com o compromisso de não reincidir”, esclarece Patricia.

A advogada acredita que a lei traz um grande impacto cultural e exige uma reflexão da família brasileira, visto que foi enquadrado como bullying, por exemplo, o uso de apelidos pejorativos, prática muito comum no cotidiano familiar e social dos brasileiros, seja na escola, em casa ou até no trabalho, bem como as piadas direcionadas de modo pessoal que têm o caráter de diminuição e ridicularização de alguém. Também foi incluída no rol de ações que tipificam o cyberbullying a divulgação sem autorização de imagem com cenas de nudez, responsabilizando a todos aqueles que a recebem e repassam.

Trabalho conjunto
Se a educação começa em casa, o combate ao bullying deveria ter início na família. Esta, no entanto, tem estado cada vez mais distante do cotidiano escolar dos filhos, conforme relata Patricia Peck Pinheiro, que atua em escolas desde 2005. “Antigamente, a escola tinha controle sobre o aluno em seu perímetro físico. Quando estava dentro dos muros da escola, ele ficava protegido, mas agora esse aluno vem para a escola com celular, acessa a internet, e isso foge completamente da possibilidade de proteção dos colégios”, observa. “A vigilância no uso desses recursos depende de um compromisso participativo dos pais e de que eles fiquem do lado da escola”, alerta a advogada.

Para Patricia, a instituição de ensino deve cumprir a missão de informar, educar, avisar imediatamente aos pais se houver algum incidente com o aluno, mas cabe a eles o dever de vigiar o que os filhos acessam no ambiente digital. “Basta querer saber a verdade! As máquinas são testemunhas que tudo contam”, destaca a especialista. “Espero que essa nova lei, com a qual fazer a campanha preventiva passou a ser uma obrigação legal, e não apenas uma iniciativa pedagógica, ajude a mudar tal cenário”.

Além da obrigatoriedade de promover ações preventivas com os alunos para combater o bullying e o cyberbullying por meio de cartilhas específicas, dirigidas a seu público-alvo, e de envolver as famílias no programa de prevenção por meio de palestras dirigidas aos pais ou adotar outras iniciativas, as instituições de ensino estão obrigadas a capacitar os professores e a rever os regimentos internos para se adequar à legislação.

“O que a nova lei exige, basicamente, é um compliance educacional”, define a advogada Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita, coordenadora do Programa “Proteja-se contra Prejuízos do Cyberbullying”. Em outras palavras, as escolas precisam adotar medidas para fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituição, assim como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade que possa ocorrer.

“A escola esquece que é uma empresa que precisa adotar procedimentos para prever condutas e eventuais punições ou sanções sociopedagógicas”, ressalta Ana Paula.

Prevenir para não precisar punir
No Colégio Sete de Setembro, em Paulo Afonso (BA), os casos de bullying e cyberbullying eram sistemáticos e aconteciam em todos os níveis, da educação infantil ao ensino médio. Por isso, em 2013, a escola criou um programa de prevenção, propondo uma campanha que envolveu toda a comunidade escolar. O programa tem dois pilares: o primeiro é pedagógico, incluindo campanhas informativas e preventivas que regem os processos transversais do ensino, trabalhando o tema através de pesquisas, projetos em sala de aula, análises de situações práticas e produções textuais.

O segundo pilar é a intervenção quando ocorrem agressões físicas ou psicológicas. Após ouvir as partes com imparcialidade, comunica-se aos responsáveis o ocorrido e, quando necessário, aplica-se uma pena, conforme previsto no regimento escolar. A psicopedagoga Kátea Barros, coordenadora geral do Colégio Sete de Setembro, afirma que já se notou uma redução na prática do bullying e do cyberbullying após a implantação do programa. “O mais importante é que, quando acontecem situações de intimidação sistemática, tanto a vítima quanto os espectadores reconhecem e procuram ajuda de uma pessoa adulta”, conta.

Em 2014, antes de a lei exigir ações concretas das instituições de ensino para combater o bullying e o cyberbullying, a Escola Soka, de São Paulo, também já havia implantado códigos de conduta digital para gestores, educadores, funcionários, alunos e pais, mesmo sem que qualquer caso grave tivesse ocorrido previamente no colégio. “Essa violência sistemática não ocorreu aqui. O projeto vem somar-se à filosofia da escola para que não aconteça”, ressalta Cristina Ranieri, vice-diretora da instituição.

A prevenção ocorre por meio da criação de um código de conduta digital, campanhas periódicas de conscientização para os funcionários, professores, pais e alunos e a criação de uma cartilha, que alerta para os riscos do bullying e do cyberbullying. Os resultados já começaram a aparecer. “Os alunos ficam mais atentos à própria postura e também à dos outros com eles, demonstrando uma noção mais clara de seu comportamento”, afirma Cristina. “Eles refletem sobre como se comportam diante de uma situação de bullying, entendendo que não adianta apenas ‘eu ser feliz’. Todos ao meu redor também precisam ser felizes”, acrescenta a vice-diretora.

Desde que foi implantado o programa “Bullying: na minha escola, não”, em 2010, a Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental do Cararu, na cidade de Eusébio (CE), não registrou nenhum caso de cyberbullying e relata apenas casos simples e isolados de bullying. “Nos três últimos anos, os pequenos casos que acontecem são solucionados no mesmo dia”, afirma Guiomar Martins Frota Gonçalves Moreira, diretora da escola. “Embora não haja casos graves de bullying, lançamos o projeto com o intuito de prevenir os problemas que possam surgir”, explica.

O programa adotado pela escola está baseado em três ações principais: sensibilizar os professores para identificar casos de bullying em sala de aula, discutir como agir diante de uma situação desse tipo e como trabalhar a prevenção; sensibilizar os pais para que possam identificar e trabalhar na prevenção do bullying no ambiente familiar; elaborar e apresentar palestras em sala de aula com a participação dos alunos de forma lúdica, com desenhos, cartazes, paródias, caça-palavras, vídeo, músicas, debates e teatro de bonecos.

Segundo Benjamim Horta, da ABRACE — Programas Preventivos, o engajamento de todos, e não apenas da escola, é fundamental para se combater o bullying e o cyberbullying. “A violência praticada no ambiente escolar tem grande influência externa e, por esse motivo, é necessário que pais e comunidade também se unam nessa luta”, ressalta. “Como um ato de bullying se estabelece e se concretiza no ambiente escolar, as instituições de ensino precisam sim ter ciência de sua responsabilidade. No entanto, combater tais práticas vai além dos muros das escolas”.
Reportagem // Daniele Zebini
Fone: Revista Pátio

jun 17 Abrace lança livro para Ensino Médio. “Bullying, Ética e Direitos Humanos” faz parte do Projeto Escola Sem Bullying®.

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O Livro “Bullying, Ética e Direitos Humanos” do Projeto Escola Sem Bullying® da Abrace – Programas Preventivos é destaque para o Ensino Médio na conscientização do bullying.

O livro foi desenvolvido pelo Filósofo, Pedagogo e especialista em Direitos Humanos Benjamim Horta, e o Advogado Euclides Vargas, a fim de abordar os aspectos filosóficos, éticos e de relações humanas, além do Guia Jurídico sobre bullying e suas implicações legais.

Falar a respeito o bullying escolar para o Ensino Médio é muito mais que conscientizar os alunos sobre a problemática. É preciso desconstruir o tema com o objetivo de levantar questões que dizem respeito não somente ao que é certo e errado, mas sim ao que é ético, moral, e de como estas questões podem nos ajudar a criar uma consciência humana em relação aos comportamentos aplicados em sociedade, e assim, um futuro consciente e de pessoas saudáveis emocionalmente.

O livro que possui 232 páginas explica o bullying escolar de forma clara, objetiva e aborda sinais perceptíveis àqueles que são vítimas, espectadores e agressores. A obra ainda instrui cada um dos públicos em como agir diante deste problema, além de dicas, sinais de alerta e uma abordagem pedagógica, leve, e instrutiva sobre o bullying. Definições sobre ética e moral são também são abordadas, e indicam um novo modo de pensar a respeito das relações do dia-a-dia, trazendo à tona oportunidades de reflexão diante de um assunto tão sério e de graves consequências.

A obra destaca um Guia jurídico sobre o bullying e suas implicações legais, e informa sobre os procedimentos quanto a recente questão da Lei 13.185 – Programa de Combate à Intimidação Sistemática Bullying, além de todos os outros aspectos do ordenamento jurídico brasileiro sobre este tema, incluindo Estatuto da Criança e do Adolescente, o bullying e as infrações criminais do direito comum e na legislação especial, responsabilidade das instituições e pessoas envolvidas no bullying, entre outros.

Sobre o bullying


O bullying não diz respeito somente à agressão física – 89% dos alunos entrevistados em pesquisa da Abrace – Programas Preventivos, por exemplo, acham que apelidos pejorativos não caracterizam bullying. Na verdade, o fenômeno é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, praticados por um ou mais alunos contra um outro, dentro de uma relação desigual de poder ou força física.

Este tipo de violência traz diversos problemas para os jovens, comprometendo seu desenvolvimento biopsicossocial. Dor, angústia, sofrimento, insegurança e desequilíbrio psicológico são algumas das consequências, afetando diretamente o processo de ensino e aprendizagem.

Conscientizar, prevenir e apoiar: as diversas frentes do Projeto Escola Sem Bullying®

 

O combate ao bullying escolar envolve várias frentes de ação. Por isso a Abrace Programas Preventivos criou o Projeto“Escola Sem Bullying®”, um projeto interdisciplinar que conta com pesquisas, cursos de capacitação, palestras, planos de aula, livros paradidáticos, políticas pedagógicas de prevenção, aplicativo para combate ao cyberbullying e apoio na intervenção e mediação de casos de bullying. É um programa completo que oferece todo o suporte às escolas para que o bullying se transforme em uma página virada na vida de alunos e professores.

Benjamim Horta, diretor da Abrace Programas Preventivos, destaca que o programa conta com uma importante análise de resultados: “após o Escola Sem Bullying, 98% dos alunos contam que se sentiram mais à vontade para denunciar agressões. Os professores também apontam maior interesse e motivação dos alunos depois da inserção de práticas de prevenção no dia a dia”, relata. “Nós promovemos a transformação do ambiente escolar. Não queremos apenas aplicar o projeto, queremos instaurar uma cultura de paz, reduzindo os índices de bullying nas instituições, auxiliando alunos e educadores”, reforça Benjamim, que finaliza com um dado muito positivo: “94% das crianças e adolescentes que participaram do programa não sofrem mais bullying na escola”.

Autores:

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Benjamim é filósofo e pedagogo especializado em Filosofia e Direitos Humanos, e estudante contínuo de psicanálise, uma de suas maiores paixões.
Começou a trabalhar na área de educação ainda na Inglaterra onde morou durante 4 anos desenvolvendo projetos para a melhoria de habilidades sociais entre crianças e adolescentes. É Diretor da Abrace – Programas Preventivos.

 

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Advogado há mais de 30 anos, Euclides é apaixonado pelo meio ambiente e por causas humanitárias. Trabalhou durante muitos anos em prol do desenvolvimento sustentável, na implementação de planos e programas sócio ambientais e patrimoniais. É especializado em Direito sócio ambiental, Auditoria ambiental, Direito empresarial e Direitos imobiliário.

abr 11 Sinepe/PR e Abrace orientam profissionais da educação a lidar de forma pedagógica e preventiva com o bullying.

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O Sinepe/PR, em parceria com a Abrace, realizou no dia 7 de abril uma palestra com a temática “Bullying e saúde emocional: Práticas Pedagógicas de Prevenção – por uma cultura de paz”. Destinada aos gestores, coordenadores, professores e demais profissionais das instituições de ensino, a palestra atingiu a presença máxima das 90 vagas disponíveis.

O evento ocorreu na própria sede da SINEPE/PR e abordou a definição e caracterização do bullying, exposição de dados atuais sobre o tema, além da etiologia do fenômeno e ações de prevenção pedagógicas ao bullying, juntamente com estratégias práticas aos docentes para a abordagem e combate a este tipo de violência dentro do ambiente escolar.

A palestra foi ministrada pelo filósofo, pedagogo, especialista em bullying, filosofia e direitos humanos, Benjamim Horta – diretor da Abrace Programas Preventivos e contou também com a presença da equipe do setor jurídico e operações da instituição, além da presença da equipe da Abrace de Santa Catarina.

O bullying é um tema preocupante e ao mesmo tempo relevante para o Sinepe/PR, pois está ligado EDUCAÇÃO diretamente ao processo ensino-aprendizagem do aluno. Muito além das brincadeiras e piadas de mau gosto, o bullying é um problema que afeta estudantes de todas as idades e classes sociais do país. Recentemente, o assunto ganhou ainda mais visibilidade com a Lei do Programa de Combate à Intimidação Sistemática, o conhecido bullying, em todo o território nacional.

Na prática, a Lei 13.185, define o que é bullying e como as escolas devem agir para levar adiante o programa de conscientização e prevenção. Todo ato de violência física ou psicológica praticado por uma ou mais pessoas contra um indivíduo, na tentativa de intimidar e agredir, é agora definido por lei como bullying e deve ser combatido pelas instituições de ensino. Uma pesquisa presencial realizada pela Abrace – Programas Preventivos, traz dados significativos: 95% dos alunos desconhecem a gravidade do bullying, e 67% sequer sabem o significado da palavra.

Sobre o bullying
O bullying não diz respeito somente à agressão física – 89% dos alunos entrevistados em pesquisa da Abrace, por exemplo, acham que apelidos pejorativos não caracterizam bullying. Na verdade, o fenômeno é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, praticados por um ou mais alunos contra um outro, dentro de uma relação desigual de poder ou força física.

Este tipo de violência traz diversos problemas para os jovens, comprometendo seu desenvolvimento biopsicossocial. Dor, angústia, sofrimento, insegurança e desequilíbrio psicológico são algumas das consequências que afetam diretamente o processo de ensino e aprendizagem.

Conscientizar, prevenir e apoiar: as diversas frentes do programa Escola Sem Bullying
O combate ao bullying envolve várias frentes de ação. Por isso, a Abrace Programas Preventivos criou o programa “Escola Sem Bullying”, um projeto interdisciplinar que inclui pesquisas, cursos de capacitação, palestras, planos de aula, livros paradidáticos, políticas pedagógicas de prevenção, aplicativos para combate ao cyberbullying e apoio na intervenção e mediação de casos de bullying. É um programa completo que oferece todo o suporte às escolas para que o bullying se transforme em uma página virada na vida de alunos e professores.

Benjamim Horta, diretor da Abrace Programas Preventivos, destaca que o programa conta com uma importante análise de resultados: “após o Escola Sem Bullying, 98% dos alunos contam que se sentiram mais à vontade para denunciar agressões. Os professores também apontam maior interesse e motivação dos alunos depois da inserção de práticas de prevenção no dia a dia”, relata. “Nós promovemos a transformação do ambiente escolar. Não queremos apenas aplicar o projeto, queremos instaurar uma cultura de paz, reduzindo os índices de bullying nas instituições, auxiliando alunos e educadores”, reforça Benjamim, que finaliza com um dado muito positivo: “94% das crianças e EDUCAÇÃO adolescentes que participaram do programa não sofrem mais bullying na escola”.

Sobre a Abrace
Fundada por Benjamim Horta, a Abrace Programas Preventivos é uma empresa que transforma os ambientes sociais, melhorando as relações interpessoais em locais como escolas, empresas e órgãos públicos. Com sede em Curitiba (PR), promove saúde emocional por meio de cursos, programas preventivos, treinamentos, palestras e atendimento clínico. Benjamim é pedagogo, especialista em Filosofia e Direitos Humanos e estudante contínuo de psicanálise. Começou a trabalhar na área de educação na Inglaterra, onde morou por 4 anos. De volta ao Brasil, criou a Abrace, onde lidera projetos na área educacional voltados a políticas preventivas de violência escolar, assédio moral e promoção da saúde emocional.

Fonte: Sinepe/PR

mar 10 Temas transversais nas escolas: um novo momento da educação no século XXI.

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A educação brasileira vem sendo considerada segundo novas regulamentações legais a partir do ano de 1996. No período de 95 a 98, o Ministério da Educação e Desportos elaborou os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que, vinculados à Nova LDB – 9.394 visam estabelecer diretrizes para o currículo do Ensino Fundamental (1ª a 9ª ano) e servir como referência nacional, seja para a prática educacional, seja para as ações políticas no âmbito da educação.

A proposta de uma educação de qualidade deve estar vinculada à inserção dos Temas Transversais nas escolas com a finalidade de ampliar os conhecimentos de forma que não fiquem restritas apenas as áreas tradicionais e sim os relacionem a outros temas, como: Ética, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde, Orientação Sexual, Trabalho, Consumo e Temas Locais e atuais como o Empreendedorismo, o Bullying, dando relevância à interdisciplinaridade. Visando auxiliar a qualidade da educação básica, respeitando as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Enfatizando que a nova Lei Nº 13.185, de 6/11/205 diz em seu Art. 1o : Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional. Tornando-se assim, grande desafio de mais um parâmetro legitimado de discussão nas escolas como agente formador e transformador.

Isso, contudo, não significa que tenham sido criadas novas áreas ou disciplinas. Os objetivos e conteúdos dos Temas Transversais devem ser incorporados nas áreas já existentes e no trabalho educativo da escola. É essa forma de organizar o trabalho didático que recebeu o nome de transversalidade. Amplos o bastante para traduzir preocupações da sociedade brasileira de hoje, os Temas Transversais correspondem a questões importantes, urgentes e presentes sob várias formas, na vida cotidiana. O desafio que se apresenta para as escolas é o de se abrirem para este debate de abrangência nacional na participação social. Envolvem um aprender sobre a realidade, preocupando-se também na formação de cidadãos que irão interferir na realidade como agentes transformadores, na busca de uma melhor qualidade de vida para todos.

Segundo o Ministério da Educação e do Desporto/Secretaria de Educação Fundamental (1997) o objetivo é auxiliar as escolas na execução de seu trabalho, compartilhando seu esforço diário de fazer com que as crianças dominem os conhecimentos de que necessitam para crescerem como cidadãos plenamente reconhecidos e conscientes de seu papel em nossa sociedade. É apontar metas de qualidade que ajudem o aluno a enfrentar o mundo atual como cidadão participativo, reflexivo e autônomo, transformador, conhecedor de seus direitos e deveres.

Essa tarefa demanda a afirmação de um conjunto de princípios democráticos para reger a vida social e política bem como a viabilização de parcerias sólidas com instituições que realmente abracem essa causa, trazendo a noção de cidadania ativa, isto é, da complementaridade entre a representação política tradicional e a participação popular no espaço público, compreendendo que não se trata de uma sociedade homogênea e sim marcada por diferenças de classe, étnicas, religiosas e tantas outras. Eleger a cidadania como eixo “vertebrador” da educação escolar implica em se colocar explicitamente contra valores e práticas sociais que desrespeitem aqueles princípios, comprometendo-se com as perspectivas e decisões que os favoreçam. Isso se refere não só a valores, mas também a conhecimentos que permitam desenvolver as capacidades necessárias para a participação social efetiva formando cidadãos ativos (PCNs).

Sabemos que isto só será alcançado se for oferecido à criança e ao jovem brasileiro, pleno acesso aos recursos culturais relevantes para a conquista de sua cidadania. Tais recursos incluem tanto os domínios do saber tradicionalmente presentes no trabalho escolar quanto às preocupações contemporâneas com o meio ambiente, com a saúde, com a sexualidade e com as questões éticas relativas à igualdade de direitos, à dignidade do ser humano e à solidariedade. Firmando a co-responsabilidade pela vida social, o que implica partilhar com os poderes públicos e diferentes grupos sociais, organizados ou não, a responsabilidade pelos destinos da vida coletiva. É, nesse sentido, responsabilidade de todos pela construção e pela ampliação da democracia no Brasil. No âmbito educativo, são fundamentos que permitem orientar, analisar, julgar, criticar as ações pessoais, coletivas e políticas na direção da democracia.

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Mais sobre a autora do artigo: Rúbia Márcia Pereira da Silva é Pedagoga Educacional e Corporativa, e faz parte da Abrace – Programas Preventivos desde 2015, auxiliando na coordenação de projetos no estado de Minas Gerais.