ABRACE

Educação

jan 25 Bullying prejudica o desenvolvimento escolar

Segundo estudos, 20% dos estudantes já praticaram bullying no ambiente escolar. A violência atinge alunos, educadores e funcionários e desponta como uma forte causa para s dificuldades de concentração e desenvolvimento escolar.

Para as escolas que querem investir na solução para essa grave questão, o SINEP/MG e a Abrace Programas Preventivos trazem projetos e produtos que farão de 2017 um ano sem bullying. A Abrace Programas Preventivos e o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (SINEP/MG) uniram-se pelo fim do problema.

Apostando em empatia e educação, por meio de projetos pedagógicos bem estruturados, as instituições assumem a frente na batalha contra o bullying e zelam por crianças e adolescentes, pois acreditam que eles são parte essencial do futuro.

Como resultado dessa parceria, as organizações estão lançando o livro “Bullying,

Ética e Direitos Humanos”, na Região Sudeste. A obra escrita pelo filósofo, pedagogo, especialista em Filosofia e Direitos Humanos e Diretor da Abrace, Benjamim Horta, e pelo advogado curitibano Euclides Vargas – tem como objetivo trazer essa forma de violência e as maneiras de combate-la ao centro de discussões entre alunos do Ensino Médio.

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Benjamim Horta, a convite do presidente da FENEN-MG, professor Emiro Barbini, apresenta à Diretoria da CONFENEN, em Brasília, o livro “Bullying, Ética e Direitos Humanos”.

O lançamento oficinal do livro em Minas Gerais acontecerá no dia 7 de abril de 2017, na cidade de Caéte, durante o Encontro Mineiro de Educação. Para fortalecer a luta contra esse sério problema, os parceiros SINEP/MG e Abrace unem seus recursos e contam com alicerces bastante sólidos: além do livro “Bullying, Ética e Direitos Humanos”, dispõem da ajuda do aplicativo Escola Sem Bullying, já disponível para IOS e Android.

Fonte: Tributa Cidade Nova

jan 15 Projeto Escola Sem Bullying: com capacitação de docentes, palestra para pais e alunos, SINEP/MG e Abrace lançam livro e aplicativo para prevenir e combater o problema.

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Segundo estudos, 20% dos estudantes já praticaram bullying no ambiente escolar. A violência atinge alunos, educadores e funcionários e desponta como uma forte causa para dificuldades de concentração e desenvolvimento. Para as escolas que querem investir na solução para essa grave questão, o SINEP/MG e Abrace trazem projetos e produtos que farão de 2017 um ano sem bullying

Há tempos, o bullying vem sendo um insensível protagonista de problemas que têm como palco principal o ambiente escolar. Como prova, números preocupantes fazem parte da realidade de escolas brasileiras: 46,6% dos estudantes do último ano do ensino fundamental já se sentiram humilhados por colegas, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNse), realizada, em 2015, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais do que um assunto incômodo, a violência física e moral provocada pela prática de bullying gera sérias consequências em suas vítimas; problemas de socialização e aprendizagem são alguns deles. Por isso, lutar contra a situação é mais que importante. Torna-se essencial.

Diante desse cenário, a Abrace – Programas Preventivos e o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Minas Gerais (SINEP/MG) uniram-se pelo fim do problema. Apostando em empatia e educação, por meio de projetos pedagógicos bem estruturados, as instituições assumem a frente na batalha contra o bullying e zelam por crianças e adolescentes, pois acreditam que eles são parte essencial do futuro. Como resultado dessa parceria, as organizações estão lançando o livro “Bullying, Ética e Direitos Humanos” na Região Sudeste. A obra – escrita pelo filósofo, pedagogo, especialista em Filosofia e Direitos Humanos e diretor da Abrace, Benjamim Horta, e pelo advogado curitibano Euclides Vargas – tem como objetivo trazer essa forma de violência e as maneiras de combate-la ao centro de discussões entre alunos do Ensino Médio.

Com 232 páginas, a publicação, que faz parte do projeto Escola Sem Bullying, da Abrace, explica a questão de forma clara, objetiva e aponta sinais perceptíveis àqueles que são vítimas, espectadores e agressores, além de instruir alunos em relação à melhor maneira de agir diante do problema e de trazê-lo à luz de aspectos jurídicos. “Falar sobre bullying é muito mais que conscientizar alunos sobre as psicodinâmicas escolares que acontecem diariamente no Brasil e no mundo”, explica Horta. “É preciso reconceituar o tema, suas definições e critérios de identificação, com o objetivo de levantar questões que dizem respeito não somente ao que é certo ou errado, bem ou mal. Mas sim ao que é ético, moral e excelente, e de como essas questões podem nos ajudar a compreender a humanidade do ponto de vista autônomo e empático, possibilitando a reumanização da sociedade”, finaliza. O lançamento oficial do livro em Minas Gerais acontecerá no dia 7 de abril de 2017, na cidade de Caeté, durante o Encontro Mineiro de Educação.

Para fortalecer a luta contra esse sério problema, os parceiros SINEP/MG e Abrace unem seus recursos e contam com alicerces bastante sólidos: além do livro “Bullying, Ética e Direitos Humanos”, dispõem da ajuda do aplicativo Escola Sem Bullying, já disponível para IOS e Android. A plataforma é pioneira no país no auxílio e combate ao bullying e cyberbullying nas escolas. Dividido em quatro partes, ela conta com a seção Quem somos, em que é possível saber mais sobre o projeto, suas motivações e desenvolvimento. Sobre o bullying, uma porção didática do aplicativo, reúne informações pertinentes sobre a definição desse problema e sobre suas práticas mais comuns. Conselhos agrupa orientações acerca da prevenção e do combate às agressões e possui diretrizes importantes sobre a maneira de agir diante da violência. E, finalmente, o Denuncie, parte reservada para denunciar bullying vivido ou presenciado.

Emiro Barbini, presidente do SINEP/MG, apoia a Abrace em seus projetos de prevenção e combate a essa forma de violência. Como instituição preocupada com a educação e o desenvolvimento dos jovens brasileiros, o sindicato busca um ambiente escolar mais saudável e acolhedor para todos.

Bullying: o panorama de um problema nacional

Os dados, citados logo no começo deste texto, da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNse) mostram um aumento das práticas de bullying dentro das escolas brasileiras. Se, em 2015, o número de alunos incomodados com as agressões era de 46,6%, em 2012, a porcentagem era menor: 35,4%.

 

Neste ano, outro levantamento demonstrou a seriedade da questão: realizado pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), da Universidade de São Paulo (USP), um estudo mostrou que 20% dos estudantes já praticaram bullying contra colegas de escola. No entanto, 51% não souberam explicar o que motivou a agressão.

Mas, se as razões costumam ser nebulosas, as consequências são bastante claras: além de um possível isolamento e de queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes vítimas desse tipo de violência podem apresentar doenças psicossomáticas e sofrer traumas que influenciem seu desenvolvimento emocional e cognitivo. Em casos extremos, o bullying pode levar o jovem a considerar opções trágicas, como o suicídio.

Sobre a Abrace

Fundada por Benjamim Horta, a Abrace – Programas Preventivos é uma empresa que transforma ambientes sociais por meio da educação, melhorando as relações interpessoais que se estabelecem em diversos locais como escolas, empresas e órgãos públicos. Com sede em Curitiba (PR), promove cursos, políticas pedagógicas de prevenção, treinamentos, palestras e atendimento clínico, dentre outras ações. Benjamim é pedagogo, especialista em Filosofia e Direitos Humanos e estudante contínuo de psicanálise. Começou a trabalhar na área de educação na Inglaterra, onde morou por quatro anos. De volta ao Brasil, criou a Abrace, onde lidera projetos na área educacional voltados a políticas preventivas de violência escolar, assédio moral e promoção da saúde emocional.

Com uma abordagem pedagógica leve e instrutiva, a instituição criou o “Escola Sem Bullying”, projeto de ação interdisciplinar que combate a questão em diferentes frentes e conta com números animadores para impulsionar seu trabalho: após sua implementação, 98% dos participantes contam que se sentiram mais à vontade para denunciar agressões. Além disso, cerca de 94% das crianças e adolescentes que participaram da iniciativa não sofrem mais bullying na escola. A Abrace sabe que o caminho que se estende pela frente ainda é longo, mas sente orgulho por poder participar ativamente de uma mudança tão benéfica e significativa.

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set 27 Bullying na escola: uma ameaça que não é brincadeira

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Casos de agressão persistem nas escolas e têm consequências devastadoras sobre os jovens. Vítimas nem sempre falam do problema, mas há sinais que podem ser identificados

Cansado de ser vítima de bullying na escola e na vizinhança, um menino de 9 anos, morador do estado de West Virginia, nos Estados Unidos, cometeu suicídio há poucos dias. Em Curitiba, um adolescente, aluno de um colégio tradicional da cidade, tirou a própria vida também vitimado pela violência dos colegas. Distantes por milhares de quilômetros, os dois casos têm uma triste realidade em comum: a persistência e o avanço dos casos de bullying no ambiente escolar.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNse) de 2015, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que 46,6% dos estudantes do nono ano do ensino fundamental no país disseram se sentir humilhados (em uma frequência que varia de sempre a raramente) por provocações realizadas pelos colegas. No levantamento de 2012, esse número era de 35,4%.

Tal fato sinaliza que o avanço das discussões sobre a urgência em se encontrar meios para combater a prática pode não surtir efeito no dia a dia das escolas. “Ainda estamos muito [concentrados] na teoria, no discurso. Temos muitas pesquisas e sugestões de atividades publicadas, mas que não estão sendo colocadas em prática”, avalia a doutora em Educação Ivone Pingoello, professora do departamento de Teoria e Prática da Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), pesquisadora e palestrante sobre violência escolar e bullying.

Outros pontos destacados por ela referem-se ao fato de muitos professores ainda desvalorizarem o sofrimento da criança e/ou pensarem que o bullying é uma “brincadeira” típica da idade, além de estarem sobrecarregados com as tarefas diárias, o que os impede de se informar e capacitar sobre o tema.

Sinais de alerta

As vítimas de bullying não costumam relatar os casos à família e aos professores, pois não acreditam que os adultos possam resolver o problema. Mesmo assim, todos os “personagens” envolvidos em situações de bullying demonstram sinais que podem auxiliar pais e educadores a identificá-lo. São eles:

Demonstrar medo ou falta de interesse em ir à escola.
Ter dificuldade ou se sentir constrangido em explicar cortes, arranhões e hematomas.
Apresentar sintomas como enxaqueca, dor de cabeça, insônia ou excesso de sono.
Ter queda no rendimento escolar.
Apresentar mudança de comportamento, como agressividade.
Ter roupas, livros e pertences danificados.
Demonstrar ansiedade ao falar sobre o tema.

Consequências

Os prejuízos que a falta de programas de prevenção nas escolas e, consequentemente, a ocorrência dos casos de bullying podem causar para vítimas, agressores e espectadores são devastadoras, como lembra Benjamin Horta, filósofo, pedagogo, especialista em bullying escolar e diretor da Abrace Programas Preventivos. Entre eles estão a queda no rendimento escolar, insônia, depressão, síndrome do pânico, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e tensão excessiva, a ponto de o estudante atentar contra a própria vida.

“A pior delas é a exclusão social. O aluno é excluído do grupo pelo agressor e as não vítimas não se aproximam dele por medo de se tornarem as próximas. Esse isolamento prolongado ocasiona a ‘morte’ social, que antecede a morte física”, diz Ivone.

O agressor, por sua vez, se priva da convivência prazerosa com os colegas, e de todos os benefícios que advém dela, pois precisa manter a “fama de mau”, como lembra Viviane Maito, da Coordenadoria de Atendimento às Necessidades Especiais da Secretaria Municipal de Educação e responsável pelo projeto “Bullying Não é Brincadeira”.

Tais consequências também têm seus reflexos estendidos para a vida adulta dos envolvidos nos casos de bullying. Horta conta que as vítimas das agressões podem desenvolver dificuldades profissionais ou de relacionamento, enquanto os agressores têm propensão a praticar violência doméstica, assédio moral e a abusar do uso de álcool

Tipos de bullying

O bullying pode se manifestar de diferentes formas no ambiente escolar. Por isso, além de saber identificar a prática, é importante que educadores, pais e alunos conheçam suas diversas “modalidades”.

Verbal
São agressões realizadas por meio de palavras, como xingamentos, insultos, fofocas e apelidos pejorativos.

Físico
Violências cometidas por meio do contato físico. Entre elas pode-se listar puxões de cabelo, chutes, socos, empurrões e impedimento de passagem, por exemplo.

Material
Formas de agressão que resultam em danos materiais à vítima, como destruir, furtar ou roubar pertences e rasgar roupas.

Relacional ou social
Este tipo de bullying tem por objetivo afetar a reputação social da vítima e pode, também, ter motivações étnicas, raciais ou de inclusão. Atitudes como excluir, isolar e denegrir a imagem da vítima estão entre as agressões.

Psicológico
Forma subjetiva de bullying, caracteriza-se por atos de humilhação, manipulação, chantagem, extorsão ou intimidação.

Sexual
O bullying sexual caracteriza-se por ações de assédio, abuso, indução ou realização de “brincadeiras” com conotação sexual.

Virtual ou Cyberbullying
É o bullying cometido por meio eletrônico. Entre as ações pode-se listar a depreciação da vítima, a criação de grupos a fim de prejudicá-la e a adulteração de fotos e dados que criem constrangimento.

Fonte: Livro Bullying, Ética e Direitos Humanos

Ações de conscientização contínuas são ferramentas para combater o bullying

Os especialistas são categóricos ao afirmar que ações pontuais, como palestras, não são suficientes para combater o bullying nas escolas. O caminho apontado por eles está na formação continuada dos professores (com leituras e estudos de caso) e na adoção de políticas de prevenção e conscientização que façam parte do cotidiano da escola.

“Os educadores [e a escola] têm que dar ferramentas e oportunidades para os alunos se comunicarem a respeito do tema”, pontua Benjamim Horta, diretor da Abrace Programas Preventivos.

Entre elas está o desenvolvimento de programas que incluam a temática em todas as disciplinas, como sugere a doutora em Educação Ivone Pingoello. Ela ilustra a questão com o caso de uma professora de matemática que utilizou uma pesquisa sobre bullying realizada pelos alunos para trabalhar o conteúdo de porcentagem.

Outro ponto destacado por Horta refere-se à importância de se enfatizar a mediação e a intervenção dos educadores e da família quando o ato de bullying for confirmado. Segundo ele, o direito da vítima e do agressor de serem ouvidos deve ser exercitado para que, a partir dele, a escola possa ensinar conceitos relacionados a direitos e deveres aos alunos. “O ambiente escolar em si é prejudicado pelo bullying. Onde ele prevalece o papel da educação está se tornando ineficaz”, completa.

Fonte: Gazeta do Povo

ago 9 Livro “Bullying, Ética e Direitos Humanos” é lançado aos alunos do Ensino Médio para a conscientização do bullying.

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De acordo com pesquisa divulgada este ano, 20% dos estudantes brasileiros já praticaram bullying contra colegas. No entanto, 51% não souberam explicar o que motivou a agressão. Para ajudar a entender as origens da violência no ambiente escolar e como ajudar instituições a preveni-la, a Abrace – Programas Preventivos lança livro destinados aos alunos do Ensino Médio, que faz parte do Projeto Escola Sem Bullying®

Neste último sábado, dia 6 de agosto, aconteceu o evento de lançamento do livro “Bullying, Ética e Direitos Humanos”, escrito pelo filósofo, pedagogo e especialista em Bullying, e Filosofia e Direitos Humanos, Benjamim Horta, e o advogado curitibano Euclides Vargas,  na Livraria da Vila, no Shopping Pátio Batel, em Curitiba. A publicação faz parte do Projeto Escola Sem Bullying e foi desenvolvido especialmente na aplicação do projeto para o Ensino Médio. Com 232 páginas, a obra explica o bullying escolar de forma clara, objetiva e aborda sinais perceptíveis àqueles que são vítimas, espectadores e agressores. Além disso, instrui os alunos  a como agir diante deste problema, por meio de uma abordagem pedagógica leve e instrutiva sobre o bullying. Definições sobre ética e moral também são abordadas e indicam um novo modo de pensar a respeito das relações do dia-a-dia, trazendo à tona oportunidades de reflexão diante de um assunto tão sério e de graves consequências.

Os autores trazem um Guia Jurídico sobre Bullying e suas implicações legais, que informa sobre os procedimentos legais quanto a recente questão da Lei 13.185 – Programa de Combate à Intimidação Sistemática Bullying. “Falar a respeito o bullying escolar para o Ensino Médio é muito mais que conscientizar os alunos sobre a as psicodinâmicas escolares que acontecem diariamente no Brasil e no mundo. É preciso reconceituar o tema, suas definições, e critérios de identificação, com o objetivo de levantar questões que dizem respeito não somente ao que é certo ou errado/bem ou mau, mas sim ao que é ético, moral, e excelente, e de como estas questões podem nos ajudar a compreender a humanidade do ponto de vista autônomo e empático, possibilitando a reumanização das sociedades”, acredita Horta.

O livro também aborda outros aspectos do ordenamento jurídico brasileiro sobre este tema, incluindo Estatuto da Criança e do Adolescente, o bullying e as infrações criminais do direito comum e na legislação especial, responsabilidade das instituições e pessoas envolvidas no bullying, entre outros.

Escola Sem Bullying: Projeto da ABRACE – PROGRAMAS PREVENTIVOS leva conscientização e prevenção a estudantes

O bullying é um tema preocupante e ao mesmo tempo relevante para a educação, pois está diretamente ligado ao processo ensino-aprendizagem do aluno. Muito além das brincadeiras e piadas de mau gosto, o bullying é um problema que afeta estudantes de todas as idades e classes sociais do país. Recentemente, o assunto ganhou ainda mais visibilidade com a Lei do Programa de Combate à Intimidação Sistemática, o conhecido bullying, em todo o território nacional.

Na prática, a Lei 13.185, define o que é bullying e como as escolas devem agir para levar adiante o programa de conscientização e prevenção. Todo ato de violência física ou psicológica praticado por uma ou mais pessoas contra um indivíduo, na tentativa de intimidar e agredir, é agora definido por lei como bullying e deve ser combatido pelas instituições de ensino. Uma pesquisa presencial realizada pela Abrace – Programas Preventivos, traz dados significativos: 95% dos alunos desconhecem a gravidade do bullying, e 67% sequer sabem o significado da palavra. 

 

O bullying

O bullying não diz respeito somente à agressão física – 89% dos alunos entrevistados em pesquisa da Abrace, por exemplo, acham que apelidos pejorativos não caracterizam bullying. Na verdade, o fenômeno é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, praticados por um ou mais alunos contra um outro, dentro de uma relação desigual de poder ou força física. Ainda, segundo pesquisas realizada nos Estados Unidos, 78% dos alunos que questionam sua sexualidade, sofrem bullying homofóbico, um número relativamente alto se comparado à outras estatísticas.

O bullying é um tipo de violência que traz diversos problemas para os jovens, comprometendo seu desenvolvimento biopsicossocial, e se estendendo à vida adulta. Dor, angústia, sofrimento, insegurança e desequilíbrio psicológico são algumas das consequências que afetam diretamente o ambiente escolar, comprometendo a real função da escola, formar o indivíduo num todo.

 

Conscientizar, prevenir e apoiar: as diversas frentes do Projeto Escola Sem Bullying

O combate ao bullying envolve várias frentes de ação. Por isso, a Abrace – Programas Preventivos criou o projeto “Escola Sem Bullying”, de ação interdisciplinar, que possui pesquisas, cursos de capacitação, palestras, planos de aula, livros paradidáticos, políticas pedagógicas de prevenção, aplicativos para combate ao cyberbullying e apoio na intervenção e mediação de casos de bullying. É um projeto completo que oferece todo o suporte às escolas para que o bullying se transforme em uma página virada na vida de alunos e professores.

Benjamim Horta, diretor da Abrace – Programas Preventivos, destaca que o programa conta com uma importante análise de resultados: “após o Escola Sem Bullying, 98% dos alunos contam que se sentiram mais à vontade para denunciar agressões. Os professores também apontam maior interesse e motivação dos alunos depois da inserção de práticas de prevenção no dia a dia”, relata. “Visamos por meio do projeto, promover a transformação do ambiente escolar. Mais do que implementar um projeto, queremos instaurar uma cultura de paz, reduzindo os índices de bullying nas instituições, auxiliando alunos e educadores e cuidadores”, reforça Benjamim, que finaliza com um dado muito positivo: “ em média, 94% das crianças e adolescentes que participaram do programa não sofrem mais bullying na escola”.


Sobre a Abrace

Fundada por Benjamim Horta, a Abrace – Programas Preventivos é uma empresa que transforma ambientes sociais por meio da educação, melhorando as relações interpessoais que se estabelecem em diversos locais como escolas, empresas e órgãos públicos. Com sede em Curitiba (PR), promove cursos, politicas pedagógicas de prevenção, treinamentos, palestras, atendimento clínico, dentre outras ações. Benjamim é pedagogo, especialista em Filosofia e Direitos Humanos e estudante contínuo de psicanálise. Começou a trabalhar na área de educação na Inglaterra, onde morou por 4 anos. De volta ao Brasil, criou a Abrace, onde lidera projetos na área educacional voltados a políticas preventivas de violência escolar, assédio moral e promoção da saúde emocional.

jun 29 Violência é o maior problema para pais, alunos e professores da escola pública.

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Nem a falta de professores nem de estrutura. O que mais preocupa os pais, alunos e professores da escola pública do Estado de São Paulo é a falta de segurança. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo instituto Data Popular em parceria com o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp). De acordo com o estudo, 37% dos pais, 32% dos professores e 25% dos alunos acreditam que a violência é o maior problema da rede pública de ensino do Estado de São Paulo.

Entre os alunos, 70% afirmaram que a sua escola é violenta e 28% disseram já ter sofrido algum tipo de violência dentro da escola. Já entre os professores, 44% afirmaram já ter sido vítimas de algum tipo de violência dentro do âmbito escolar. Nesse cenário, a discriminação aparece como uma grande questão a ser resolvida. Mais da metade dos alunos, 51%, disseram já ter sofrido algum tipo de discriminação, sendo que a orientação sexual e a raça ou cor são apontados em primeiro e segundo lugar, respectivamente, como os principais motivos de discriminação, e, na sequência, origem nordestina e condição econômica.

Entre os professores, os motivos de discriminação são, primeiramente, também pela orientação sexual, em segundo lugar por raça / cor, em terceiro por gênero – no caso de professoras mulheres – e, em quarto, pela origem nordestina. O buraco na educação se reflete, inclusive, na hora de apontar os problemas desse setor. A discriminação, por si só, já é um símbolo da deseducação da sociedade.

Na sequência dos maiores problemas apontados pela comunidade escolar, aparece a polêmica progressão continuada, implementada há mais de dez anos no Estado de São Paulo e que consiste em não reprovar o aluno, ainda que ele tenha tido um rendimento insatisfatório naquele ano. Esse é o segundo maior problema da rede pública de acordo com os professores. Já os pais e alunos concordam que, seguida da violência, a falta de respeito dos alunos é o maior problema da escola pública.

A progressão continuada é reprovada por 63% dos professores, 75% dos alunos e 94% dos pais. Esse método pode ter grande influência em outro resultado: 46% dos alunos afirmaram já ter passado de ano sem ter aprendido a matéria.

“Sabemos que as questões que estão expostas na pesquisa existem, na realidade, há algum tempo”, diz a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha. “Mas dizer que metade dos alunos não estão aprendendo, significa falar em três milhões de alunos. É mais da metade do total de alunos da rede de ensino estadual de São Paulo. Isso é muito preocupante”, diz

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, respondeu à questão da progressão continuada afirmando que o modelo foi “aperfeiçoado” e que “as possibilidades de retenção foram ampliadas, permitindo que eventuais defasagens de conhecimento sejam corrigidas mais prematuramente”.

A baixa remuneração é outra questão que dá peso para a avaliação negativa da escola pública. Segundo a Apeoesp, o piso salarial dos professores do ensino estadual é de 2.422 reais mensais por 40 horas de trabalho por semana. Com essa receita, 55% dos professores afirmaram ter outros empregos. “A nossa luta é para que o piso seja elevado para 4.300 reais”, diz Noronha. Segundo a Secretaria de Educação paulista, o valor pago hoje é maior do que a média do país. “O valor do piso pago pelo Estado de São Paulo é 42% superior ao piso nacional”, afirmou, também por meio da assessoria de imprensa.

A pesquisa procurou saber também quais fatores implicariam em um aumento na qualidade na educação. A esta pergunta, a resposta obteve unanimidade: Pais (34%), alunos (40%) e professores (39%) acreditam que a qualificação e o preparo dos professores são os pontos cruciais para que a educação pública tenha mais qualidade.

Questionados sobre qual nota dariam para a escola pública no país, pais e alunos não deram mais do que nota 5, entre 0 e 10. “A escola que está aí na é convidativa para o aluno. Ele não tem vontade de ficar nela”, comenta Noronha. Embora 62% dos alunos tenham afirmado que gostam de ir à escola.

#campanha

Neste fim de semana, a Apeoesp vai lançar uma campanha com o objetivo de valorizar o professor e fomentar o debate sobre a educação do Estado de São Paulo. “Queremos denunciar as condições de trabalho dos professores e mostrar que a melhora da escola pública passa, necessariamente, pela valorização do professor, conforme apontaram os alunos e os próprios professores na pesquisa”, diz Noronha, sobre a campanha batizada de #SouMaisMinhaProfessora.

Fonte: http://brasil.elpais.com/