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Educação

jun 17 Abrace lança livro para Ensino Médio. “Bullying, Ética e Direitos Humanos” faz parte do Projeto Escola Sem Bullying®.

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O Livro “Bullying, Ética e Direitos Humanos” do Projeto Escola Sem Bullying® da Abrace – Programas Preventivos é destaque para o Ensino Médio na conscientização do bullying.

O livro foi desenvolvido pelo Filósofo, Pedagogo e especialista em Direitos Humanos Benjamim Horta, e o Advogado Euclides Vargas, a fim de abordar os aspectos filosóficos, éticos e de relações humanas, além do Guia Jurídico sobre bullying e suas implicações legais.

Falar a respeito o bullying escolar para o Ensino Médio é muito mais que conscientizar os alunos sobre a problemática. É preciso desconstruir o tema com o objetivo de levantar questões que dizem respeito não somente ao que é certo e errado, mas sim ao que é ético, moral, e de como estas questões podem nos ajudar a criar uma consciência humana em relação aos comportamentos aplicados em sociedade, e assim, um futuro consciente e de pessoas saudáveis emocionalmente.

O livro que possui 232 páginas explica o bullying escolar de forma clara, objetiva e aborda sinais perceptíveis àqueles que são vítimas, espectadores e agressores. A obra ainda instrui cada um dos públicos em como agir diante deste problema, além de dicas, sinais de alerta e uma abordagem pedagógica, leve, e instrutiva sobre o bullying. Definições sobre ética e moral são também são abordadas, e indicam um novo modo de pensar a respeito das relações do dia-a-dia, trazendo à tona oportunidades de reflexão diante de um assunto tão sério e de graves consequências.

A obra destaca um Guia jurídico sobre o bullying e suas implicações legais, e informa sobre os procedimentos quanto a recente questão da Lei 13.185 – Programa de Combate à Intimidação Sistemática Bullying, além de todos os outros aspectos do ordenamento jurídico brasileiro sobre este tema, incluindo Estatuto da Criança e do Adolescente, o bullying e as infrações criminais do direito comum e na legislação especial, responsabilidade das instituições e pessoas envolvidas no bullying, entre outros.

Sobre o bullying


O bullying não diz respeito somente à agressão física – 89% dos alunos entrevistados em pesquisa da Abrace – Programas Preventivos, por exemplo, acham que apelidos pejorativos não caracterizam bullying. Na verdade, o fenômeno é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, praticados por um ou mais alunos contra um outro, dentro de uma relação desigual de poder ou força física.

Este tipo de violência traz diversos problemas para os jovens, comprometendo seu desenvolvimento biopsicossocial. Dor, angústia, sofrimento, insegurança e desequilíbrio psicológico são algumas das consequências, afetando diretamente o processo de ensino e aprendizagem.

Conscientizar, prevenir e apoiar: as diversas frentes do Projeto Escola Sem Bullying®

 

O combate ao bullying escolar envolve várias frentes de ação. Por isso a Abrace Programas Preventivos criou o Projeto“Escola Sem Bullying®”, um projeto interdisciplinar que conta com pesquisas, cursos de capacitação, palestras, planos de aula, livros paradidáticos, políticas pedagógicas de prevenção, aplicativo para combate ao cyberbullying e apoio na intervenção e mediação de casos de bullying. É um programa completo que oferece todo o suporte às escolas para que o bullying se transforme em uma página virada na vida de alunos e professores.

Benjamim Horta, diretor da Abrace Programas Preventivos, destaca que o programa conta com uma importante análise de resultados: “após o Escola Sem Bullying, 98% dos alunos contam que se sentiram mais à vontade para denunciar agressões. Os professores também apontam maior interesse e motivação dos alunos depois da inserção de práticas de prevenção no dia a dia”, relata. “Nós promovemos a transformação do ambiente escolar. Não queremos apenas aplicar o projeto, queremos instaurar uma cultura de paz, reduzindo os índices de bullying nas instituições, auxiliando alunos e educadores”, reforça Benjamim, que finaliza com um dado muito positivo: “94% das crianças e adolescentes que participaram do programa não sofrem mais bullying na escola”.

Autores:

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Benjamim é filósofo e pedagogo especializado em Filosofia e Direitos Humanos, e estudante contínuo de psicanálise, uma de suas maiores paixões.
Começou a trabalhar na área de educação ainda na Inglaterra onde morou durante 4 anos desenvolvendo projetos para a melhoria de habilidades sociais entre crianças e adolescentes. É Diretor da Abrace – Programas Preventivos.

 

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Advogado há mais de 30 anos, Euclides é apaixonado pelo meio ambiente e por causas humanitárias. Trabalhou durante muitos anos em prol do desenvolvimento sustentável, na implementação de planos e programas sócio ambientais e patrimoniais. É especializado em Direito sócio ambiental, Auditoria ambiental, Direito empresarial e Direitos imobiliário.

mar 10 Temas transversais nas escolas: um novo momento da educação no século XXI.

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A educação brasileira vem sendo considerada segundo novas regulamentações legais a partir do ano de 1996. No período de 95 a 98, o Ministério da Educação e Desportos elaborou os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que, vinculados à Nova LDB – 9.394 visam estabelecer diretrizes para o currículo do Ensino Fundamental (1ª a 9ª ano) e servir como referência nacional, seja para a prática educacional, seja para as ações políticas no âmbito da educação.

A proposta de uma educação de qualidade deve estar vinculada à inserção dos Temas Transversais nas escolas com a finalidade de ampliar os conhecimentos de forma que não fiquem restritas apenas as áreas tradicionais e sim os relacionem a outros temas, como: Ética, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde, Orientação Sexual, Trabalho, Consumo e Temas Locais e atuais como o Empreendedorismo, o Bullying, dando relevância à interdisciplinaridade. Visando auxiliar a qualidade da educação básica, respeitando as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Enfatizando que a nova Lei Nº 13.185, de 6/11/205 diz em seu Art. 1o : Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional. Tornando-se assim, grande desafio de mais um parâmetro legitimado de discussão nas escolas como agente formador e transformador.

Isso, contudo, não significa que tenham sido criadas novas áreas ou disciplinas. Os objetivos e conteúdos dos Temas Transversais devem ser incorporados nas áreas já existentes e no trabalho educativo da escola. É essa forma de organizar o trabalho didático que recebeu o nome de transversalidade. Amplos o bastante para traduzir preocupações da sociedade brasileira de hoje, os Temas Transversais correspondem a questões importantes, urgentes e presentes sob várias formas, na vida cotidiana. O desafio que se apresenta para as escolas é o de se abrirem para este debate de abrangência nacional na participação social. Envolvem um aprender sobre a realidade, preocupando-se também na formação de cidadãos que irão interferir na realidade como agentes transformadores, na busca de uma melhor qualidade de vida para todos.

Segundo o Ministério da Educação e do Desporto/Secretaria de Educação Fundamental (1997) o objetivo é auxiliar as escolas na execução de seu trabalho, compartilhando seu esforço diário de fazer com que as crianças dominem os conhecimentos de que necessitam para crescerem como cidadãos plenamente reconhecidos e conscientes de seu papel em nossa sociedade. É apontar metas de qualidade que ajudem o aluno a enfrentar o mundo atual como cidadão participativo, reflexivo e autônomo, transformador, conhecedor de seus direitos e deveres.

Essa tarefa demanda a afirmação de um conjunto de princípios democráticos para reger a vida social e política bem como a viabilização de parcerias sólidas com instituições que realmente abracem essa causa, trazendo a noção de cidadania ativa, isto é, da complementaridade entre a representação política tradicional e a participação popular no espaço público, compreendendo que não se trata de uma sociedade homogênea e sim marcada por diferenças de classe, étnicas, religiosas e tantas outras. Eleger a cidadania como eixo “vertebrador” da educação escolar implica em se colocar explicitamente contra valores e práticas sociais que desrespeitem aqueles princípios, comprometendo-se com as perspectivas e decisões que os favoreçam. Isso se refere não só a valores, mas também a conhecimentos que permitam desenvolver as capacidades necessárias para a participação social efetiva formando cidadãos ativos (PCNs).

Sabemos que isto só será alcançado se for oferecido à criança e ao jovem brasileiro, pleno acesso aos recursos culturais relevantes para a conquista de sua cidadania. Tais recursos incluem tanto os domínios do saber tradicionalmente presentes no trabalho escolar quanto às preocupações contemporâneas com o meio ambiente, com a saúde, com a sexualidade e com as questões éticas relativas à igualdade de direitos, à dignidade do ser humano e à solidariedade. Firmando a co-responsabilidade pela vida social, o que implica partilhar com os poderes públicos e diferentes grupos sociais, organizados ou não, a responsabilidade pelos destinos da vida coletiva. É, nesse sentido, responsabilidade de todos pela construção e pela ampliação da democracia no Brasil. No âmbito educativo, são fundamentos que permitem orientar, analisar, julgar, criticar as ações pessoais, coletivas e políticas na direção da democracia.

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Mais sobre a autora do artigo: Rúbia Márcia Pereira da Silva é Pedagoga Educacional e Corporativa, e faz parte da Abrace – Programas Preventivos desde 2015, auxiliando na coordenação de projetos no estado de Minas Gerais.

 

fev 17 Abrace – Programas Preventivos lança 2ª tiragem do livro Meu Nome é Pedro utilizado no Projeto Escola Sem Bullying.

Estamos com roupa nova para um dos nossos livros do Projeto Escola Sem Bullying. Meu Nome é Pedro recebeu uma carinha diferente para ficar ainda mais divertido e interessante para os nossos adolescentes.

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Mais sobre o Projeto Escola Sem Bullying da Abrace – Programas Preventivos:

O fenômeno bullying é conceituado como um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, adotado por um ou mais alunos contra um outro, executado dentro de uma relação desigual de poder ou força física.

O bullying ocorre sem motivação evidente, causando dor, angústia, sofrimento, insegurança e desequilíbrio psicológico, com graves repercussões para a saúde mental e para o desenvolvimento biopsicossocial dos envolvidos.

“Criamos o projeto Escola Sem Bullying para busca informar e conscientizar o aluno a respeito do bullying e suas consequências. Além disso, tem como meta tornar a prática do bullying intolerável nas escolas, despertando no aluno a sensação de cuidado e aceitação, despertando a consciência do seu papel no ambiente escolar, compreendendo suas dificuldades sociais e relações interpessoais.”
Entre em contato conosco para combater o bullying na sua escola.
contato@programasabrace.com.br

fev 17 A violência e educação.

Desde o Humanismo, tem se tornado cada vez mais evidente a necessidade do homem em estabelecer uma ética universal, que fosse compartilhada a partir da racionalidade e aplicada a todos os seres humanos, possibilitando o desvinculo da influência da religião nas esferas mais variadas da vida humana. Na época contemporânea, fatores como a globalização, a secularização e a migração, resultaram no pluralismo, fazendo-se ainda mais necessária a aplicação de uma ética possibilitada, compartilhada e aplicada por todos. Porém, esta época nos trouxe também desafios, culminando em um mal estar vivido pela sociedade em relação aos seus cinco pilares fundametais: O Estado, a família, a escola, a igreja e o trabalho.

A crise emergente nestas instituições provocam drásticas consequência culturais, sociais e comportamentais, perdendo-se desta forma a autoridade de figuras parentais que sempre orientaram moralmente as ações da sociedade, como o professor, o político, o padre, etc. Tal fato promove uma crise civilizatória aonde o princípio do prazer se evidencia e se sobrepõe ao princípio do dever. Outro fator influente é a própria violência gerada pelo capitalismo exacerbado, fator que influência o papel da escola, tirando-a do seu papel epistemológico e dialético e fazendo dela uma simples formadora de recursos para o mercado de trabalho, um seja uma “semiformação”. “Auschwitz não representa apenas (!) o genocídio num campo de extermínio, mas simboliza a tragédia da formação na sociedade capitalista. A “semiformação” obscurece, mas ao mesmo tempo convence” (ADORNO, 2010, p.22).

Ora, quando o ser humano é transformado em recurso, perde-se a dignidade humana e o reconhecimento de si mesmo como um ser humano, anestesiando-se para a solidariedade e oportunizando a diversas formas de violência.
De acordo com informações fornecidas pela Prova Brasil 2013, 1 em cada 6 diretores de escolas públicas alegam terem visto alunos portado armas no ambiente escolar. Ainda, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os estudantes brasileiros lideram o ranking de indisciplina em sala de aula. É evidente o aumento da violência de forma geral, como também a sua banalização por parte de seus atores. Logo, a inter-relação entre a violência social e violência escolar cria um intercâmbio de atos violentos, sendo a escola influenciada e também sendo a própria influência, resultando em um processo cíclico de desajuste: “A criança desajustada, por contraste, tem necessidade de um ambiente cuja tônica seja o cuidado, e não o ensino; este é um assunto secundário que pode assumir às vezes um caráter especializado, tendo mais a natureza de um remédio que de uma instrução escolar” (WINNICOTT, 1993, p.213).

Desta forma, a educação é aquela que permite promover um aprofundamento da consciência social, ética e moral por parte dos discentes, docentes e comunidade, tendo a escola não como um meio de educação formal, mas principalmente como uma instituição social e política cujo papel é desenvolver as potencialidades do indivíduo, propondo a inserção de novas temáticas no conteúdo pedagógico de cada escola, promovendo re- humanização e solidariedade por meio de uma educação humanitária e ontológica, onde o Ser seja novamente o primordial.

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Mais sobre o autor do artigo: Benjamim Horta é filósofo e pedagogo, especializado em Filosofia e Direitos Humanos, e estudante contínuo de psicanálise, uma de suas maiores paixões. É Diretor da Abrace – Programas Preventivos.

jan 18 A ligação entre o bullying e problemas de saúde na fase adulta.

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De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Victoria, em British Columbia, o bullying sofrido na adolescência está diretamente ligado a problemas de saúde na fase adulta.

Pesquisadores acompanharam durante 10 anos adolescentes e jovens com faixa etária entre os 12 e 19 anos, e descobriram que as consequências do bullying físico e emocional se perpetuam através da fase adulta se manifestando em sintomas como dores de cabeça, tonturas, dores nas costas, dores abdominais, insônia, e baixa auto estima.

“Problemas de saúde como depressão, ansiedade, sintomas somáticos ou baixa auto estima, podem interferir em diversas áreas da vida como a fase acadêmica, trabalho, satisfação nos relacionamentos e sucesso econômico” afirma a co-autora das pesquisas Alanna D. Hager.

“O estudo enfatiza que os anos iniciais da adolescência são um momentos de sensibilidade tornando ideal a implementação de intervenção e prevenção, esforços que podem freiar o desenvolvimento de problemas de saúde na juventude” afirma Bonnie J. Leadbeater da Universidade de Victoria, British Columbia, local onde as pesquisas foram conduzidas.

Estudos prévios relacionaram a vitimização de colegas de escola, assim como outras formas de estresse, com adversas mudanças biológicas, emocionais, comportamentais e sociais, processos que podem provocar problemas crônicos de saúde, afirmam os especialistas. O impacto pode ser ainda mais devastador na adolescência, pelo fato de adolescentes dependerem de seus colegas para formação de sua auto-estima e identidade.

Para analisar tais fatos, foram realizadas 6 entrevistas entre 2003 e 2014, contendo questões sobre a frequência com que sofriam bullying físico, social e emocional. Ao longo das entrevistas, aproximadamente 29% a 52% dos garotos alegaram sofrer bullying físico, enquanto 20% a 29% das garotas alegaram o mesmo. Ainda, cerca de 28% a 59% dos jovens do sexo masculino e 37% a 54% do sexo feminino alegaram sofrer ataques emocionais esporadicamente.

Durante o estudo, um número maior de garotas alegou apresentar sintomas de somatização em comparação aos garotos. Vale ressaltar ainda que problemas de saúde relacionados a questões emocionais aumentam ainda mais o processo de vitimização, ao invés de serem somente uma evidência de somatização.

Os sintomas do bullying vão desde a reclamação excessiva de adolescentes a respeito de sua saúde com intenção de não comparecerem às aulas, até dificuldades para dormir e se concentrar na sala de aula, bem como o uso de roupas largas e o não comparecimento às aulas de educação física.

De acordo com o Dr. Matthew Davis, pesquisador no Hospital Infantil C.S. Mott, da Universidade de Michigan em Ann Arbor “o momento para prevenir o bullying e apoiar as vítimas deste comportamento é durante a adolescência, quando isto ocorre. Não espere que o problema se resolva sozinho; insista em informar as vítimas de bullying que ele(a) não são culpados pelo ocorrido”.

Fonte: Journal of Adolescent Health, online December 16, 2015.
Tradução do texto: Benjamim Horta