ABRACE

Estatísticas

jan 26 Bullying virtual gera medo real na escola, mostra estudo.

Um estudo feito nos EUA mostra que o cyberbullying faz com que estudantes tenham medo de ir para a escola. Isso significa que as agressões que ocorrem “online” acabam tendo consequências na vida “offline”.

Pesquisas vêm mostrando que o bullying, tanto real quanto virtual, pode ter um impacto bastante negativo para as vítimas, como problemas de autoestima, insegurança, baixo desempenho acadêmico, depressão, ansiedade e até ideação suicida.

O atual trabalho, feito por pesquisadores da Universidade Sam Houston State, no Texas, contou com 3.500 alunos de 12 a 18 anos de diferentes partes do país, que responderam a questionários sobre o tema.

bullyingvirtual

Cerca de 7% deles relataram ter sofrido cyberbullying alguma vez na vida, enquanto 29% já tinham vivenciado o bullying tradicional. Embora as agressões reais ainda sejam mais frequentes, a tendência, como mostra o estudo, é que o mundo virtual interfira cada vez mais na vida das pessoas.

Os resultados foram publicados na revista “Security”, que reúne artigos científicos sobre crimes na internet. Pessoas que são vítimas de cyberbullying, no Brasil, podem buscar orientação no site SaferNet (www.safernet.org.br).

Fonte: Dr. Jairo

nov 24 Número de processos de bullying aumentou de 7 para 220 em 5 anos.

Entre 2010 e 2013, o número de pais que processaram colégios privados por bullying passou de 7 casos para ao menos 220, segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com cinco grandes escritórios de São Paulo. Só neste ano, já foram registradas 174 ações judiciais motivadas por agressões dentro ou fora do universo escolar – 1 a cada 2 dias. As vítimas pedem indenização por danos morais e materiais, que, na média, alcançam R$ 15 mil.

Ainda que muita gente considere fato normal das relações entre os jovens, as ações de agressão, física ou moral praticadas de forma repetitiva contra uma criança podem resultar em sérios prejuízos de aprendizado ou mesmo deixar sequelas para a vida. A explosão de queixas se deve, segundo especialistas, à maior preocupação das famílias com o tema e também à dificuldade de educadores e pais em identificar situações, principalmente quando desenvolvida na internet.

bullyingggggtfrddd

Pelo entendimento predominante dos juízes, as escolas podem ser responsabilizadas por conflitos dentro do colégio em período letivo, o que inclui atividades em ambiente virtual. Pais dos agressores também podem ser punidos até criminalmente.

“Cada situação concreta é analisada: se houve negligência, imprudência ou imperícia (da escola)”, explica Ana Paula Siqueira Lazzareschi, advogada especialista no assunto. A maioria dos casos que chegou à Justiça, de acordo com ela, começa ou ocorre inteiramente nas redes sociais – envolvendo jovens que se relacionam na escola. “O cyberbullying ainda é de difícil compreensão”, avalia. “Mas ainda existe confusão dos pais, que acham que tudo é responsabilidade da escola”, pondera.

Exemplos

Na opinião de uma mãe que foi à Justiça, o medo de desgaste maior para as crianças e famílias inibe a ocorrência de mais processos. “Muitos pais não têm condições financeiras ou apoio para levar esses casos à Justiça”, afirma Fany Simberg, de 50 anos, mãe de Rafael, adolescente disléxico que sofreu preconceito no colégio. “Meu filho foi atacado por professores e colegas”, relembra.

Fany moveu uma ação contra o colégio particular onde Rafael estudava. Depois de oito meses de tramitação nos tribunais, o caso foi arquivado, sem responsabilização. “Por essas dificuldades, meu filho trocou nove vezes de escola, entre particulares e públicas do Estado e Município”, conta ela, que há dez anos ajuda pais com problemas semelhantes ao de Rafael na Associação Inspirare. A vítima, hoje com 19 anos, ainda está no 3º ano do ensino médio.

O jeito retraído do filho da gestora de recursos humanos Cristiane Ferreira Almeida, de 36 anos, foi suficiente para que virasse vítima de perseguição. Começou com brincadeiras e terminou em espancamento.

Durante anos Cristiane nem sequer havia percebido algo de diferente, mas o filho era vítima de um grupo de companheiros. “Percebi que ele começou a ter insônia, dor no estômago, sentia medo de ir pra escola. Aí fui ver o que ocorria”, diz. Depois da intervenção com a diretoria, tudo piorou. “O menino começou a ser espancado, até o dia em que ficou muito machucado na porta da escola.” Depois do caso, há cinco anos, Cristiane também abriu uma ONG para conscientizar famílias.

Twitter

Uma advogada de São Paulo, que pediu para não ser identificada, percebeu que algo afetava o desempenho da filha. “Ela ficava sendo xingada sem parar, com ataques sempre pelo Twitter”, disse a mãe. “Exigi uma abordagem mais séria da escola, que interveio e as coisas se tranquilizaram.”

Para o advogado Célio Müller, especialista em questões judiciais que envolvem atividade educacional, as famílias estão mais sensíveis a seus direitos e o tema do bullying é o que atrai mais a atenção. “É natural que essa questão fosse judicializada.” Müller pondera que a própria popularidade recente do tema provoca, muitas vezes, confusão. “Há casos que não se configuram como bullying, de famílias superprotetoras. Seria importante que o tema evoluísse para que o bullying fosse definido pela lei.”>>As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão Conteúdo

out 3 Sofrer bullying de irmãos é fator de risco de doenças mentais.

Crianças que vivenciaram assédio físico e moral de um irmão durante a infância têm maior risco de desenvolver depressão, ansiedade e comportamentos autolesivos na vida adulta, segundo estudo das universidades de Oxford, Warwick e Bristol.

A psicóloga experimental Lucy Bowes e sua equipe utilizaram para a pesquisa um banco de dados de 7 mil crianças que haviam prestado depoimento sobre esse tipo de violência (e a periodicidade das ocorrências) aos 12 anos e  passado, aos 18, por uma avaliação de saúde mental.

irmaos

Constataram que, de 3.452 adolescentes que apresentavam algum transtorno psiquiátrico, 1.810 declararam ter sofrido intimidação de pessoas fora da família: 6,4% tinham sinais de depressão, 9,3%, de ansiedade e 7,6% haviam praticado automutilação no ano anterior. Esse percentual foi bem mais alto entre aqueles que relataram ter sofrido, várias vezes por semana, bullying de um irmão: de 786 participantes, 12,3% desenvolveram depressão, 16%, ansiedade e 14%, comportamentos autodestrutivos.

Em artigo publicado na Pediatrics, os pesquisadores apontam para os efeitos graves da violência intrafamiliar. Embora não seja possível comprovar a relação de causa e efeito, os cientistas afirmam que intervenções para reduzir o assédio físico e moral doméstico podem diminuir o potencial de danos psicológicos futuros. “Aprendemos em casa a lidar com os outros, portanto é importante que os pais estabeleçam regras claras do que é permitido e não considerem esse tipo de comportamento apenas como rivalidade trivial, intervindo de forma consistente”, explica a autora.

 

Fonte: Blog do Evaldo.

set 12 Brasil está no topo do ranking de violência nas escolas.

Duas (boas) professoras que conheço estão decididas a abandonar o magistério no final deste ano letivo. Não aguentam mais as agressões verbais e as intimidações que sofrem de alguns alunos. Elas dão aulas no Ensino Médio, em uma escola da Grande Florianópolis. Afirmam que já reclamaram à direção, chamaram os pais dos jovens na escola, mas que nada mudou. “Um pai chegou a me dizer que a culpa é minha, porque não consigo ter pulso firme com o filho dele, que tem “temperamento forte” desabafou a professora.

escola
Estes casos servem para ilustrar recente pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que mostra que o Brasil está no topo do ranking de violência nas escolas. Isso mesmo: tiramos um vergonhoso primeiro lugar! O levantamento revelou que 12,5% dos professores brasileiros se disseram vítimas de agressões (verbais, bullying e até agressões físicas) pelo menos uma vez por semana. Dá para imaginar a pressão que deve ser trabalhar em um ambiente assim. A média mundial é de 3,4%. Na Coreia do Sul, Malásia e Romênia, o índice é zero.

Não é de se admirar, portanto, que 40% das licenças de saúde concedidas a  professores sejam por problemas psicológicos, tanto em escolas particulares quanto públicas. A situação é tão grave que alguns sindicatos que reúnem a categoria já estão criando núcleos de apoio ao professor contra a violência (Nap). Nunca imaginei que precisássemos chegar a este ponto. De acordo com Dirk Van Damme, da OCDE, somente um em cada dez professores (12,6%) brasileiros acredita que a profissão é valorizada pela sociedade. Nesse quesito, a média global alcançou 31%. Realmente, a coisa está feia por aqui.

Fonte: Click Rbs

set 10 Pesquisa mostra o lado perverso das redes sociais para usuárias adolescentes.

Uma pesquisa realizada pelo site “We heart it”, e divulgada nesta terça-feira pela revista “Time”, indica que, mais do que lugares de piadas e comunicação, as redes sociais podem ser ambientes cruéis para as jovens do sexo feminino, permeados por medo, solidão e insegurança.

No levantamento conduzido com 12 usuárias e não usuárias do site “We heart it”, as jovens foram questionadas sobre como usam as redes sociais. Como resultado, elas revelaram que sites como Instagram são plataformas governadas por uma
exaustiva série de regras não escritas como “tenha muitos seguidores”, “remova fotos postadas que não ganharam likes”, “Facebook é para fotos que não ficaram suficientemente boas para o Instagram”.

Além disso, entre as queixas mais frequentes das jovens em relação ao uso das redes sociais estão relatos de bullying e da sensação de insegurança provocado pela inevitável comparação com amigos e seguidores no ambiente digital.

© Copyright 2012 CorbisCorporation

“O bullying é constante”, escreveu uma usuária na pesquisa.

“Há muitas coisas ruins que os adultos não veem”, afirmou outra.

“Ninguém me entende. Eles me chamam de gorda e feia. Eu quero me matar”, desabafou uma usuária.

Em uma outra pesquisa conduzida em dezembro pelo “We heart it”, cerca de 66% dos 5 mil entrevistados disseram já ter passado por experiências de bullying no Facebook, 19% no Twitter e 9% no Instagram. Além disso, 59% dos participantes do levantamento disseram sentir-se inadequados ao Facebook.

Ainda no levantamento, cerca de 80% das pessoas afirmaram terem participado de algum tipo de desentendimento ou drama com amigos no Facebook, 22% passaram pela experiência no Twitter e 12% no Instagram.

Com mais de 25 milhões de usuários, dos quais cerca de 80% têm menos de 24 anos e pertencem ao sexo feminino, o “We heart it” trata-se de uma rede social baseada no compartilhamento e na “curtida” de imagens. Apesar de ainda pouco popular, o site tem sido procurado por diversas jovens como alternativa ao Facebook, diante do aumento da presença de pessoas mais velhas na rede, incluindo familiares.

Ao serem questionadas do por que não veem fim para as experiências negativas nas redes sociais, as entrevistadas resumiram a questão a algumas possibilidades:
“Sem ter que encarar as pessoas na vida real… isso faz com que seja mais fácil para as pessoas serem rudes”, declarou uma entrevistada.

“São adolescentes sendo adolescentes”, disse outra.

Fonte: O Globo.