ABRACE

Estatísticas

dez 17 Segundo pesquisa OAB/SC, 82% dos alunos convivem com bullying.

A maior parte dos alunos de oito escolas públicas da Grande Florianópolis convive com bullying, drogas e violência doméstica. O percentual é de 82%. A constatação é resultado de uma pesquisa realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB/SC). Segundo a Comissão OAB Vai à Escola, há pouca participação dos pais na vida escolar dos filhos e falta uma política pública em prol dos alunos.

O perfil resultou de questionário realizado com 552 alunos de oito escolas e 47 professores de seis escolas de Florianópolis, Biguaçu, Palhoça e São José, aplicado durante palestras da comissão nas escolas. A pesquisa revelou que 82% dos alunos convivem com bullying e grande parte já foi ou ainda é vítima de agressão.

Em 52% dos casos, a atitude é tomada pelos colegas, em 24% na comunidade, 21% na família e 11% pelos professores. Os principais motivadores da agressão apontados pelos alunos, na comunidade escolar, foram: físicos (41%), sexuais (30%), culturais (13%), religiosos (11%), familiares e intelectuais (8%), e econômicos e étnicos (5%).

Quanto ao trabalho preventivo no ambiente escolar, 74% dos alunos afirmaram já ter realizado atividades sobre como lidar com as situações de bullying, 62% responderam que a instituição promove o respeito à diversidade sexual, 60% disseram que há ações que promovem o respeito mútuo entre estudantes e professores, assim como a solidariedade entre os colegas, 44% inclusão escolar e 41% mediação de conflitos.

Premiação de reconhecimento
Para incentivar a realização de projetos que melhorem as condições de ensino na rede pública municipal e estadual, a Comissão criou o Prêmio Escola Exemplo 2014, que irá reconhecer ações positivas no âmbito escolar. “Nas atividades com as escolas, muitas informações puderam ser obtidas e problemáticas identificadas, mas ainda há muito a ser investigado. O concurso premiará iniciativas positivas das escolas, visto que as mazelas na educação já são tão evidentes”, disse a presidente da Comissão, Ana Paula Travisani.

Na pesquisa, 89% dos professores afirmaram que poucos pais são presentes na escola, 79% responderam que os alunos são pouco participativos e 51% disseram que o poder público não costuma atender aos pedidos da escola. As principais vulnerabilidades detectadas são a situação familiar de violência doméstica e o uso de drogas pelos pais e responsáveis (62%) e alunos (45%).

Providências
Os professores consultados informaram que é recorrente solicitar providências do Conselho Tutelar (68%), Polícia Militar (55%), Ministério Público (34%), Guarda Municipal (21%) e Vara da Infância e Juventude (13%). Eles também apontaram as principais necessidades da escola para que atenda melhor os estudantes: 85% apontaram a falta de valorização, reconhecimento e de incentivo aos educadores; 79% indicaram a falta de uma política pública em prol do aluno; 70% a necessidade de aumentar o quadro de funcionários e o número de salas de aula; e 62% a necessidade de reforma da estrutura física.

Fonte: G1 SC

dez 4 Psicóloga relata preocupação com casos de bullying dentro das escolas.

Segundo matéria do G1 do dia 5 de novembro de 2013, o bullying é um dos grandes motivos em que crianças e adolescentes desejam sair do ambiente escolar. Veja mais na matéria:

Matéria G1 sobre bullying escolar

“Insultos, humilhações, desprezo. O bullying é um dos maiores problemas vivenciados por crianças e adolescentes. As consequências, se o caso não tiver acompanhamento, podem ser levadas para a vida toda. E, o pior, o ciclo pode nunca ter fim. Geralmente os autores das agressões e ofensas já foram vítimas. Segundo os especialistas, o bullying gera um alto índice de tentativas de suicídio, depressão e evasão escolar. E quem sofre, não costuma contar isso para outras pessoas, por isso os adultos devem ficar atentos.

Os casos mais comuns acontecem dentro das escolas. Os bullies sempre encontram as pessoas que são diferentes do ‘padrão’ pregado pela sociedade. Michael Douglas, de 20 anos, passou a maior parte da sua vida enfrentando a situação. Ele, que sofreu insultos e passou vergonha por estar acima do peso, conhece bem a gravidade do problema. “Eu sofria muito no meu ensino fundamental, quando tinha uns 12 anos. Eu era acima do peso, foi difícil, porque me provocavam muito, me xingavam. Era chamado de gordinho, de nerd. Uma época eu cheguei até a faltar nas aulas, porque era muito ruim aquilo”, conta. Douglas enfrentou o problema até os 18 anos.

A psicóloga e psicoterapeuta paraense Zildinha Sequeira, explica que as causas do bullying podem ser as mais diversas. “O que torna alguém um agressor? A forma como ele foi criado. A falta de limites, inclusive na educação. Características da personalidade, maneira de ser. A violência nas ruas que banaliza tudo. A inveja, o ciúme”. Segundo ela, em boa parte dos casos, o agressor foi vítima. “O agredido de hoje, amanhã pode virar agressor. Como forma de desforrar no outro aquilo que ele passou”.

Não foi o caso de Douglas, que conseguiu superar o trauma, e não precisou descontar em ninguém tudo o que sofreu. “Eu consegui aprender a lidar com aquilo. Graças a Deus minha família me deu condição de ter uma cabeça boa, e eu superei. Não precisei de nenhuma ajuda de fora, superei por mim mesmo”. No entanto, apesar da superação, ele deixou de realizar algumas coisas por conta de tudo o que passou. “Praticar esportes é uma delas. Sempre faziam eu passar vergonha na frente de todo mundo, por ser ‘gordinho’. Era o último a ser escolhido”.

Como o bullying geralmente acontece longe da visão dos adultos, o problema é mais difícil de ser percebido. Estar atento aos sintomas torna-se imprescindível para que alguma ajuda seja prestada antes que as vítimas tenham sequelas. “Para acabar com o bullying, não é só punindo. É preciso fazer uma campanha de conscientização. Quem é vítima, precisa ser ajudado. Quem é agressor, também precisa ser ajudado. É preciso fazer algo urgente sobre isso. O índice de tentativas de suicídio, de depressão, de evasão escolar com relação ao bullying está crescendo assustadoramente. A Organização Mundial da Saúde considera que há uma epidemia mundial”, finaliza.”

Fonte: G1

dez 1 Conheça as cidades com maior índice de bullying no Brasil.

Estas são as 8 cidades com maior índice de bullying escolar do Brasil.
Segundo pesquisa do IBGE, quase 31% dos adolescentes sofrem com este mal dentro das escolas do nosso país.

Índice bullying nas escolas do Brasil.

Cerca de 70% das crianças envolvidas com bullying sofrem castigo corporal.

 

1 4 5 6