ABRACE

Mídia

mar 20 Senado aprova projeto de Lei que cria programa de combate ao ‘bullying’ nas escolas.

O Senado aprovou nesta quinta-feira (19) o projeto de Lei que cria o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, o bullying. Agora, a proposta deve passar pela Câmara e depois  seguir para sanção da presidente da República.

O texto tem o objetivo de prevenir e combater a prática de bullying nas escolas. Para tanto, os profissionais de educação deverão ser capacitados para implementar ações de discussão, prevenção e solução do problema.

Além disso, serão publicados relatórios anuais das ocorrências de violência nas escolas e nas redes de ensino.

Outro propósito é orientar as famílias e responsáveis para que possam identificar e enfrentar as situações de bullying, bem como garantir assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores.

Bullying, segundo o texto enviado para a Câmara, é definido como uma sequência de episódios de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticados reincidentemente por um indivíduo ou grupo contra outro indivíduo ou grupo, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas, produzindo na vítima prejuízos psicológicos, físicos ou morais.

* Com informações da Agência Senado

mar 13 ‘Pais não educam’, diz professor que sobreviveu a tiros de aluno.

A carreira do professor de Biologia sergipano Carlos Christian Gomes, de 33 anos, foi interrompida por um episódio trágico em agosto de 2014. Insatisfeito com a nota de uma prova, um aluno, de 17 anos, disparou cinco tiros contra o professor.

“Não consigo entender como, por um motivo tão fútil, ele tentou tirar minha vida”, disse à BBC Brasil.

Christian, que também é biomédico, lecionava em uma escola da rede estadual na grande Aracaju, em Sergipe. Uma semana após o incidente, o aluno se entregou à polícia e confessou o crime. Ele foi condenado e deve cumprir pena máxima de três anos em uma unidade de correção de menores. O professor está paraplégico e recebe tratamento para superar o trauma físico e psicológico.

Apesar de ter sido vítima de agressão pela primeira vez – em dez anos como professor da rede estadual de ensino –, Christian diz que ameaças verbais a professores são comuns e afirma que a falta de participação dos pais contribui para violência nas escolas.

“Muitos pais dizem que trabalham o dia todo e deixam a responsabilidade de educar pra a gente. Mas, se os pais não educaram, não vou conseguir educar em um semestre”, disse.

“Um exemplo típico é um pai ou mãe não orientar seus filhos a estudar para as provas e fazer suas tarefas de casa. Quando chegam à escola, eles são cobrados e não aceitam essa cobrança porque, em casa, onde deveria ser educado, ele não cumpre suas obrigações.”

A violência contra os professores foi tema de uma série de reportagens da BBC Brasil em preparação para as eleições de 2014. O tema ficou ausente dos debates entre candidatos aos governos estaduais e à Presidência, mas casos como o de Christian continuaram surgindo no noticiário.

Na semana passada, a diretora de uma escola pública em Belo Horizonte foi agredida por um aluno de 16 anos com uma barra de ferro.

Há cerca de um mês, outra diretora, dessa vez de uma escola em São Paulo, teve de se afastar do trabalho após ter sido agredida pelo pai de um aluno, que a deixou com hematomas no braço.

Longe da sala de aula

Em dezembro, cerca de três meses depois do incidente que deixou Christian paraplégico, outro aluno entrou armado no mesmo colégio, a Escola Estadual Professora Olga Barreto, em São Cristóvão, na grande Aracaju.

De acordo com a mídia local, o aluno ameaçou um colega de morte, mas deixou a escola antes que a polícia chegasse.

“Quando o caso passou na televisão aqui em casa, eu comecei a tremer e a chorar. Nunca fui assim, nunca fui tão emotivo”, contou.

Após 78 dias no hospital – 38 deles na UTI –, ele diz que se considera bem de saúde, apesar da lesão na medula que o deixou sem movimentos do peito para baixo. Christian faz fisioterapia três vezes por semana, mas precisa de ajuda para realizar atividades básicas.

Apesar de torcer por uma recuperação rápida, no entanto, ele diz não pensar em voltar às salas de aula do Ensino Médio.

“Me sinto inseguro em ficar de costas em uma sala de aula. Confiar no inesperado pra mim é desesperador”, disse.

“Me interessei pela profissão porque sempre gostei de passar conhecimento para as pessoas. Ainda quero fazer isso, mas de outra forma. Quem sabe no curso superior”, disse Christian, que vem de uma família de professores.

Christian diz que professores convivem diariamente na rede pública com ameaças de agressão feitas por alunos, especialmente em bairros mais violentos.

“Ameaças verbais e ousadia dos alunos acontecem em todo lugar, até em colégio particular. Mas, nas escolas particulares, não acontecem ameaças de morte. Nos colégios do Estado, isso é comum. (As ameaças são) de alunos para professores e funcionários ou entre dois alunos.”

O professor, no entanto, disse nunca ter tido problemas até aquele momento – nem com o rapaz que tentaria matá-lo. “Às vezes, um ou outro aluno queria chamar a atenção enfrentando os professores, mas nunca cheguei a me sentir ameaçado, achando que era apenas coisa de adolescente.”

Hoje, no entanto, a sensação é outra. “Minha mãe, que era professora, já se aposentou, mas penso em minha irmã e meus primos, que ainda estão ensinando nas escolas públicas”.
Desvalorização
A “desvalorização” da profissão por parte do poder público impede “a criação de uma estrutura de segurança para a profissão”, afirma o professor.

“Boa parte das escolas públicas do Estado de Sergipe, onde leciono, não tem estrutura física. São muros quebrados ou caindo, portões quebrados, salas de aula sem portas. Isso já gera uma total falta de segurança para professores e alunos.”

“No dia da tentativa de assassinato contra minha pessoa, o aluno armado entrou e saiu pela porta da frente da escola sem nenhum impedimento”, afirma. “Acho que o Estado poderia colocar vigias e dar estrutura física para as escolas. E para os alunos, acompanhamento diário de psicopedagogos.”

Após o ataque a Christian, a Secretaria de Educação anunciou uma comissão permanente de acompanhamento da violência nas escolas, formada pela Secretaria de Educação, professores, pais, funcionários não docentes e estudantes.

Desde então, segundo o diretor do Departamento de Educação da secretaria, Manuel Prado, foram realizados encontros de formação e orientação com diretores de escolas, com professores e com alunos. Ele afirma também que a secretaria visitou 20 escolas em todo o Estado que apresentaram maiores índices de violência.

Christian, por sua vez, também defende a redução da maioridade penal para 16 anos e pede que “escolas abertas” sejam implantadas em rede estadual.

“Seria importante que a escola tivesse mais abertura para a comunidade, fazendo mais reuniões com os pais durante a semana, permitindo que as pessoas pratiquem esportes nos fins de semana. Atualmente, não tem tanta abertura.”

Fonte: Último segundo.

 

 

mar 11 Professoras usam contos de fadas e cartazes para ensinar direitos sociais.

Em várias partes do Brasil, professoras de educação infantil e ensino fundamental têm usado a criatividade para abordar com os seus alunos questões como direitos das mulheres, racismo e exploração infantil. Para tratar dos temas, crianças de entre 5 e 14 anos foram estimuladas a, por exemplo, se expressar durante rodas de conversa e comparar histórias de contos de fadas com a vida real.

Levando para a sala de aula livros e filmes, as professoras conseguiram ouvir a opinião das crianças sobre diversos temas. Os alunos questionaram o porquê de só os príncipes salvarem as princesas em contos de fadas e os motivos de meninos não poderem chorar.

Embora seja um trabalho gratificante, ele também é cansativo e mostra histórias nem sempre positivas, como casos de alunas vítimas de abuso. Mas o resultado, segundo as professoras, vale a pena, porque é através dele que elas conseguem ajudar os pequenos e pequenas a aprenderem a respeitar os direitos de todos.

O G1 conversou com três professoras do Rio, de São Paulo e do Rio Grande do Sul sobre projetos desenvolvidos durante ou após as aulas em escolas públicas. Conheça abaixo as experiências de cada uma:

DESCONSTRUINDO MITOS

Durante uma aula em uma escola municipal de Duque de Caxias (RJ), a professora de educação infantil Magna Domingues Torres, de 28 anos, leu o livro “Menina bonita do laço de fita”, de Ana Maria Machado, e foi surpreendida com a resposta de seus alunos. Na história, um coelho muito branco admira uma menina negra que usa um laço de fita. Em função desta admiração, o coelho faz de tudo para ficar parecido com a menina.
Ao terminar a narrativa, uma de suas alunas disse que “o coelho era louco, porque ser preto é feio”. Ao ouvir isso, Magna identificou a necessidade de descontruir mitos sociais dentro de sala de aula. “Eu fiquei inquieta e comecei a pensar em como os preconceitos chegam até as crianças e como eu poderia mudar isso”, conta a professora, que atualmente ministra aulas para crianças de 5 a 6 anos na Escola Municipal Todos os Santos.

Aproveitando que uma vez por semana promove rodas de conversa em sua escola, a professora passou a ouvir as crianças sobre temas mais densos. “As rodas desenvolvem o espírito crítico das crianças, é uma orientação pedagógica e isso é muito rico, porque elas falam de suas vivências e nós podemos descontruir os mitos”, explica.

A cada semana era discutido um assunto diferente e a conclusão das conversas virava um cartaz. Após sete semanas, e sete temas, Magna fez uma montagem com as fotos das crianças segurando cartazes que diziam: “meninos e meninas brincam juntos de casinha”, “meninas também adoram jogar bola”, “eu adoro rosa, azul, verde e amarelo”, “meninos também adoram dançar”, “menino brinca com menina” e “amigos dizem ‘te amo'”.

As discussões tiveram o apoio da escola e respostas positivas dos pais. “Eu tenho encontrado bastante aceitação e muito agradecimento. As crianças mudam de postura e levam isso para dentro de casa, o diálogo passa a ser possível”, afirma Magna, que foi convidada pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro a dar uma palestra para outros professores sobre seu projeto.

Apesar do bom resultado, a professora acredita que o trabalho deve ser multiplicado para que não se perca. “É um trabalho de formiguinha, porque eles passam por mim e depois vão para outra professora ou outra escola”, conta.

Para Magna, é necessário dar aos alunos a oportunidade de pensar e conversar, para que eles possam levar para o imaginário discussões como identidade e igualdade. “Educação é um ato de amor. E eu quero que eles lembrem da escola como aprendizado, felicidade e amor. A educação é mais do que as quatro operações. Passa pelo nosso corpo e pela nossa vida”, define.

RODA DE CONVERSA SÓ COM MENINAS

Após terminar uma de suas aulas, a professora do ensino fundamental Juliana Delmonte da Silva, de 27 anos, foi procurada por um grupo de alunas, de 13 e 14 anos, que desejava conversar longe da presença de meninos. Diante disso, a educadora procurou a direção da Escola Municipal Viana Moog, que fica no bairro Jardim Jaqueline, em São Paulo, e sugeriu reuniões semanais, fora do horário de aula, com grupos de meninas.

Nestes encontros Juliana viu a possibilidade de discutir diversos assuntos do universo feminino sem que as meninas se sentissem envergonhadas. Temas como identidade, igualdade entre gêneros, religião, questionamentos sobre sexualidade e história das mulheres eram discutidos durante a uma hora e meia de atividade.

“É bem difícil trabalhar gênero em sala de aula, tem pouco material, principalmente na questão lúdica”, conta a professora, que passou a “traduzir” o material de suas pesquisas para que suas alunas assimilassem o conteúdo.

Em uma de suas reuniões, Juliana discutiu a violência verbal, física e sexual com as integrantes do grupo, e a realidade que encontrou a surpreendeu. “Eu perguntei para elas se elas já tinham sido agredidas física ou sexualmente e, de um grupo de 20 meninas, apenas duas meninas não tinham sido vítimas dessas violências”, afirmou a professora, que, a partir dessas reuniões, intuiu que precisava de parcerias com psicólogos para atender as alunas.

Com o objetivo de fortalecer as meninas, de modo que elas entendessem seu espaço, que não sofressem mais violências, e que tivessem a liberdade de se comunicar, a educadora promoveu debates e atividades envolvendo os meninos. O resultado agradou a professora, a coordenação e os pais das alunas. “Os pais parabenizam, falam do amadurecimento das filhas e de outras perspectivas. As mães, principalmente, me davam demanda e agradeciam mais”, conta.

Para Juliana, todo o projeto exigiu muito psicologicamente. “É muito cansativo, muito intenso. Mas no período em que eu trabalhei neste projeto, percebi que as crianças têm outra profundidade de entendimento, mas elas conseguem, desde muito cedo, ter uma compreensão de mundo”, conta Juliana.

CONTOS DE FADAS

Pensando em apresentar diferentes versões de uma mesma história para seus alunos, uma professora de Uruguaiana (RS), que prefere não se identificar, desenvolveu um projeto para discutir questões sociais com alunos do ensino fundamental.

Em uma das aulas, S.P. leu o conto de fadas “A bela adormecida”, na versão Disney. Em outra aula, as crianças assistiram ao filme “Malévola”. Na terceira, foi feito um comparativo entre as duas histórias e um dos alunos levantou a questão do beijo, que no filme é dado pela fada madrinha e, no conto de fadas, pelo príncipe, enquanto ela dormia.

A partir dessa discussão, a professora teve a ideia de montar um gráfico com as opiniões das crianças, que foram surpreendentes. “As crianças relacionaram e deram exemplos como ‘será que o amor da mãe da princesa também não era verdadeiro, tinha que ser só o príncipe?’, ‘por que só os homens podem salvar as mulheres?’, ‘é falta de respeito beijar uma guria sem ela dizer que quer'”, lembrou ela.

A educadora aproveitou os comentários das crianças para falar sobre abuso infantil. “Expliquei que, se isso acontecesse com eles, ou com alguém que eles conhecessem, deveriam contar para um adulto em quem eles confiassem, pois não era uma coisa normal, assim como era no livro”, conta. Se for possível “salvar uma criança de sofrer abuso ou uma adulta de sofrer com relações abusivas”, diz ela, o trabalho de anos já terá valido a pena.

projeto-escola1

 

Para incluir no currículo a questão de gênero, S.P. mostrou o filme “Frozen”. “[O filme mostra] que nem sempre o amor verdadeiro da nossa vida está centrado apenas na imagem de um homem, príncipe, mas sim de uma irmã, mãe ou amiga. Nós podemos amar verdadeiramente qualquer pessoa e não apenas alguém em um relacionamento amoroso”, explica.

A professora acredita que as crianças têm capacidade de entender e refletir sobre qualquer assunto, desde que trabalhado em uma linguagem apropriada e que, para isso, não se pode subestimar as crianças. “As crianças devem ser tratadas como seres pensantes, e o professor que nega isso está muito enganado”, afirmou a docente gaúcha.

Fonte: G1

mar 2 Não me pergunte mais “Como foi na escola hoje?”

Esse post é para quem busca criança pequena na escola.
Não pergunte mais “E aí… como foi na escola hoje?”

Eu sei, você é uma pessoa legal, quer puxar conversa e acredito até que esteja genuinamente curioso para saber como foi o dia na escola.

Mas eu sei o que acontece depois. Quer apostar?

Depois que você pergunta, a resposta que você recebe é: “tudo bem”. Ou “legal”. Eu já recebi até um “an-hã” uma vez, que nem sequer faz sentido.

É simplesmente uma pergunta que não funciona. Bate-e-volta.

Mas como eu sei que você quer aproveitar esse momento para ter uns bons minutos de papo e, talvez, acompanhar um pouco da rotina deles para saber se está tudo certo, aqui vão algumas alternativas para você usar no lugar do CFNEH?

20 alternativas para trocar a pergunta vaga por outra que funciona

Vamos lá:

#1.  Qual foi a coisa mais legal* que aconteceu hoje na escola? (*bizarra, *chata, *barulhenta, *etc)

#2.  Conta aí uma coisa que fez você dar risada hoje.

#3.  Se você pudesse escolher, quem você colocava sentado ao seu lado? Por que? (ou jamais colocaria do seu lado?)

#4.  Qual é o lugar mais descolado da escola?

#5.  Qual foi a maior absurdice que você ouviu alguém falando hoje? (sim, pode inventar umas palavras)

#6.  Se eu encontrasse com a sua professora no supermercado e perguntasse sobre você, o que será que ela ia dizer?

#7.  Você ajudou alguém hoje?

#8.  Se a gente fosse fazer um video dos Vingadores na sua classe, quem a gente colocava como o Hulk? (e vai mudando o personagem)

#9.  Me ensina alguma coisa que te ensinaram hoje? ( e vai dando de burrão, vai falando “como assim?”, “que demais! Me explica melhor vai”, etc)

(essa sempre foi minha preferida. Acho que até hoje meu filho me acha o maior ignorante do mundo)

#10.  Qual foi a parte mais bacana do dia, que você ficou mais feliz?

#11.  Teve alguma hora que você virou uma gelatina de tanto tédio?

#12.  Se aparecesse um disco voador para sequestrar alguém, pra quem você apontava?

#13.  Com quem você gostaria de brincar no recreio mas nunca brincou?

#14.  Me conta uma coisa bem bem boa que aconteceu hoje.

#15.  Qual você acha que é a palavra preferida da sua professora? Uma que ela vive falando?

#16.  Se você ganhasse a escola de presente e virasse o dono de tudo, o que você faria?

#17.  E o que você ia cancelar do que tem hoje? tem alguma coisa?

#18.  Quem é a pessoa mais engraçada da sua classe? Me conta uma palhaçada que ela fez hoje.

#19. Se você fosse convidado para ser o professor amanhã, durante o dia inteiro, o que você faria?

#20. De todos os que estão lá dentro do seu estojo, quem é que trabalha mais? Por quê?

carro_criança

Enfim, não é nada científico, nem nada assim. É só uma dica bem prática para conseguir conversar e ao mesmo tempo acompanhar a rotina dos pequenos. O truque é fazer perguntas disfarçadas, cheias de fantasias e chegando pelas beiradas.  Na verdade, quanto menos perguntar melhor, só comece o assunto e pronto. Nunca um tiro direto como o “CFNEH?”, porque elas percebem que você tá xeretando, desde pequenininhas. E te colocam pra correr com um “foi legal” e pumba, acabou sua chance de conversar sobre a escola. Você coloca um disco voador na pergunta e ela acaba respondendo muito mais do que você imagina (preste atenção nas entre-linhas das respostas).

O confinamento forçado dentro do carro é uma bênção. Aproveite-o com sabedoria.

Ajude outros adultos: mande mais sugestões de perguntas aí pelos comentários. A técnica funciona por uns bons anos, mas a abordagem vai precisar evoluir e ficar bem mais sutil e inteligente.

 Fonte: Update or die.

 

fev 25 Lição de casa para os pais

Início de mais um ano letivo. Aos poucos, milhões de alunos em todo o Brasil, nas redes pública e privada de ensino, começam a encarar o desafio de entrar no ritmo de mais um ano escolar. Se para alguns este desafio parece mais fácil, para muitos o processo é bem mais complicado. E, principalmente para estes alunos que enfrentam maior dificuldade, o envolvimento e a participação dos pais são fundamentais para ajuda-los a se adaptarem à rotina escolar e a conseguirem melhores resultados em seu desempenho pedagógico.

Mas, nos dias de hoje, é comum que aqueles pais que trabalham fora acabem se afastando dos fazeres escolares dos filhos, com a justificativa de estarem muito atarefados. Porém, vale ressaltar que a missão de educar a criança para viver em sociedade, o que vai além de somente ensinar e transmitir conhecimentos, não é exclusiva da escola, é também da família. Logo, é indispensável (e possível) que o núcleo familiar se integre a esse processo de diversas maneiras.

O pai e a mãe podem, por exemplo, auxiliar nas lições e nos trabalhos escolares em um local sossegado da casa, dando dicas, indicando pesquisas, relendo e comentando as atividades realizadas ou mesmo resolvendo alguma dúvida. Porém, eles devem evitar a tentação de fazer o trabalho pelo estudante, uma vez que a tarefa é de responsabilidade do aluno, que deve estar apto a realizá-la com autonomia.

Incentivar a leitura e o gosto por programas culturais desde cedo e participar dos eventos que acontecem na escola, como reuniões de pais e mestres e festas, são outras ações importantes para conhecimento e integração com os professores e demais famílias daquela comunidade escolar. Também vale explorar o novo universo que se abre aos filhos e aprender – ou relembrar – assuntos relacionados a números, plantas, animais, história e geografia, entre outros.

Ao perceber que é acompanhada nesse processo de desenvolvimento educacional, a criança se sente valorizada e importante na vida familiar. Já que os progenitores têm um tempo limitado, devido à correria do dia a dia, eles devem investir em um relacionamento de qualidade, e não de quantidade, no qual os aspectos específicos da escola sejam também contemplados.

Muitas vezes, ajudar os filhos a ter um bom desempenho na escola é uma questão apenas de ouvir seus problemas – mesmo os que parecem irrelevantes –, elogiá-los e repreendê-los quando necessário, orientando-os em cada situação. Para os estudantes obterem bons resultados na escola, algumas palavras-chave são fundamentais, como: estrutura, disciplina, desafios, reconhecimento, motivação, limites, escolhas, segunda chance, compreensão, respeito e muito amor.

Outra dica importante é os pais não esperarem nota máxima em todas as áreas de conhecimento, mesmo que seus filhos sejam ótimos alunos. O importante é que eles tenham bom desempenho, independentemente do ranking da sua turma. Quando os pais têm expectativas muito rígidas em relação às crianças, elas podem se frustrar por imaginarem que precisam alcançar padrões inatingíveis para conseguir aprovação dos adultos. Contudo, é preciso que os responsáveis vejam os grandes esforços dos filhos como boas atuações, mostrando a eles a importância de se esforçar para aprender, aceitando suas limitações.

Também vale ressaltar que um bom desempenho escolar não deve ser condicionado à entrega de mesadas ou presentes em função das boas notas ou após o término do dever de casa. Desse modo, os responsáveis ajudam as crianças a se tornarem independentes e preparadas para as obrigações da vida adulta.

Fonte: Diário de Cuiabá